Numa era em que os ecrãs disputam a atenção das gerações mais jovens, o governo português decidiu transformar em lei aquilo que muitas escolas já praticavam por convicção própria: a proibição de telemóveis durante o período escolar até ao 9.º ano. A medida não nasce do vazio — cerca de metade das escolas do 3.º ciclo já haviam adotado voluntariamente esta restrição —, mas eleva uma tendência espontânea à categoria de política de Estado. É um gesto que reconhece os limites da tecnologia no espaço pedagógico e aposta na atenção como bem a proteger.