Em meio à volatilidade dos mercados globais de energia, o governo brasileiro prepara uma transição silenciosa mas significativa: o subsídio direto à gasolina, criado como resposta emergencial à alta do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio, será convertido em desoneração tributária antes de expirar na quarta-feira. A mudança não altera o alívio sentido pelo consumidor na bomba, mas desloca o mecanismo de um instrumento provisório para um amparo legal mais duradouro, aprovado pelo Congresso em agosto. É a política pública buscando permanência onde antes havia urgência.