Em um tempo em que a conveniência das compras internacionais se tornou rotina, criminosos aprenderam a habitar os espaços de confiança que as marcas constroem com seus clientes. Golpistas se passam pelos Correios via WhatsApp para cobrar falsas taxas de importação de consumidores da Shein e outras plataformas, usando nomes, endereços e logotipos reais para criar uma ilusão de legitimidade antes de roubar dados pessoais e dinheiro. Os Correios confirmaram que jamais cobram taxas por mensagens digitais, e a Shein já alertou seus usuários dentro do próprio aplicativo. A melhor defesa, como sempre
Golpe dos Correios pelo WhatsApp: falsas taxas de importação da Shein
Golpistas simulam marca dos Correios para roubar dados pessoais
Por que esse golpe funciona tão bem? Parece que as pessoas sabem que os Correios existem.
Exatamente. O golpista usa um nome que você conhece e confia. Adiciona seu nome e endereço reais — informações que você já deu à Shein. Cria urgência. Faz parecer que há um problema que só você pode resolver. Tudo junto é convincente.
Mas como eles conseguem o nome e endereço? A reportagem não deixa claro se é dados vazados da Shein, dos Correios, ou se é só informação pública.
Boa pergunta. A reportagem não especifica a origem dos dados. Pode ser vazamento, pode ser que estejam usando informações que qualquer pessoa que fez uma compra internacional teria.
E o link? Como eles conseguem fazer um link que parece oficial?
Usam domínios que não são oficiais, mas que citam o código de rastreio da encomenda. Isso adiciona um detalhe real que faz parecer legítimo. E escondem as informações de contato do domínio — sinal de que sabem que estão fazendo algo ilegal.
A reportagem diz que os Correios "monitoram constantemente" e acionam a Polícia Federal. Mas quantas pessoas foram presas? Quantos golpes foram interrompidos? Isso não fica claro.
Verdade. Sabemos que o problema existe e que as autoridades estão cientes, mas não sabemos a escala da resposta ou se está sendo efetiva.
E a Shein? Ela está fazendo algo além de colocar um aviso no app?
Segundo a reportagem, sim — adicionou um aviso no aplicativo oficial. Mas não há informação sobre se estão investigando como os dados vazaram ou se estão trabalhando com os Correios para combater o esquema.
Exatamente. O aviso é reativo, não preventivo. Protege quem já está desconfiado, mas não resolve o problema na raiz.
Então o que o consumidor deve fazer agora?
Confiar apenas em canais oficiais. Verificar o status da encomenda no site ou app dos Correios. Nunca clicar em links de mensagens não-verificadas. É defesa básica, mas é o que funciona.
El Pulso
- Mensagens falsas chegam pelo WhatsApp com nome e endereço da vítima, logotipo dos Correios e urgência fabricada — detalhes que tornam o golpe difícil de distinguir do real.
- Links maliciosos direcionam consumidores a sites fraudulentos com domínios não-oficiais, onde dados pessoais e financeiros podem ser roubados com um único clique.
- Relatos se multiplicam em redes sociais e no Reddit, revelando que o esquema atinge compradores de múltiplas plataformas de e-commerce, não apenas da Shein.
- Os Correios negaram qualquer relação com as mensagens e afirmam acionar a Polícia Federal quando necessário; a Shein adicionou avisos de alerta diretamente no chat de suporte do app.
- Consumidores são orientados a rastrear encomendas apenas nos canais oficiais dos Correios e a nunca clicar em links recebidos por números ou perfis desconhecidos.
Em um tempo em que a conveniência das compras internacionais se tornou rotina, criminosos aprenderam a habitar os espaços de confiança que as marcas constroem com seus clientes. Golpistas se passam pelos Correios via WhatsApp para cobrar falsas taxas de importação de consumidores da Shein e outras plataformas, usando nomes, endereços e logotipos reais para criar uma ilusão de legitimidade antes de roubar dados pessoais e dinheiro. Os Correios confirmaram que jamais cobram taxas por mensagens digitais, e a Shein já alertou seus usuários dentro do próprio aplicativo. A melhor defesa, como sempre, começa pela dúvida.
Uma cliente da Shein recebeu na segunda-feira uma mensagem pelo WhatsApp que parecia vir dos Correios: a encomenda estava retida, havia urgência, e o texto trazia seu nome, seu endereço e até o logotipo da estatal. Tudo simulava legitimidade. Nada era real.
O golpe vem crescendo. Criminosos se passam pelos Correios para cobrar falsas taxas de importação, conduzindo vítimas a links com domínios não-oficiais. A abordagem é elaborada: a mensagem imita a linguagem institucional da estatal, cria senso de urgência e ainda exibe botões que simulam opções nativas do WhatsApp — incluindo um falso botão de denúncia, detalhe que reforça a ilusão de autenticidade.
Relatos semelhantes se espalharam por redes sociais e pelo Reddit nas últimas semanas. As histórias variam — encomenda retida, análise por órgãos competentes, promessa de entrega mais rápida —, mas todas compartilham o mesmo traço: nenhum link usa endereços oficiais dos Correios ou da Receita Federal, e os domínios investigados ocultam informações de contato, sinal inequívoco de atividade criminosa.
Os Correios confirmaram ao Canaltech que as notificações são falsas e reforçaram que jamais enviam mensagens por e-mail, SMS ou WhatsApp sobre bloqueios de objetos ou cobrança de taxas. A estatal monitora o esquema e aciona a Polícia Federal quando necessário. A Shein, por sua vez, inseriu um aviso no chat de suporte do seu aplicativo, alertando que não tem relação com comunicações fraudulentas envolvendo impostos de importação.
O risco é concreto: quem clica nos links pode ter dados pessoais e financeiros roubados. A proteção começa pela desconfiança de qualquer contato fora dos canais oficiais. Os Correios recomendam rastrear encomendas e pagar tributos apenas pelo site ou app oficial da estatal, nunca clicar em links de origens desconhecidas, verificar domínios antes de acessar qualquer página e denunciar mensagens suspeitas imediatamente. A vigilância, neste caso, é a única defesa que realmente funciona.
Uma cliente da Shein recebeu uma mensagem pelo WhatsApp na segunda-feira que parecia vir dos Correios. A encomenda estava retida, dizia o texto, e precisava de ação imediata para prosseguir. O mensagem incluía seu nome e endereço. Havia até uma imagem com o logo dos Correios — a versão antiga da marca em destaque. Tudo parecia legítimo. Mas não era.
Este é um golpe que vem crescendo. Golpistas se passam pelos Correios para cobrar falsas taxas de importação, direcionando vítimas para clicar em links que não usam domínios oficiais. A abordagem é sofisticada: a mensagem começa com "Aqui é dos Correios, responsáveis pelo transporte e entrega do seu pedido", depois explica que a encomenda está retida no Centro de Distribuição e que o cliente precisa tomar uma ação. O link oferecido promete resolver a pendência. Dois botões aparecem depois: um para confirmar que a ação foi feita, outro que simula a opção nativa do WhatsApp para denunciar e bloquear contas fraudulentas — um detalhe que aumenta a ilusão de legitimidade.
O caso não é isolado. Pessoas relataram abordagens similares em redes sociais e no Reddit nas últimas semanas. Alguns relatos usam a mesma imagem dos Correios. Outros variam a história: dizem que a encomenda está em análise pelos órgãos competentes, ou criam urgência ao afirmar que "quanto antes concluir, mais rápido o pacote sai para entrega". O que todos têm em comum é que nenhum dos links usa endereços oficiais dos Correios ou da Receita Federal. Quando investigados, os domínios têm informações de contato ocultadas — um sinal claro de atividade criminosa.
Os Correios confirmaram ao Canaltech que as notificações são falsas. A estatal nunca envia mensagens por e-mail, SMS ou WhatsApp sobre objetos bloqueados ou pagamento de taxas. "A empresa monitora constantemente esse tipo de ação contra clientes e segue alertando sobre a disseminação de mensagens falsas, usando o nome e a marca da estatal de forma indevida", disse em nota. "Sempre que necessário, a Polícia Federal é acionada." A Shein, por sua vez, adicionou um aviso em seu aplicativo oficial. No chat de suporte, a empresa agora deixa claro que não tem relação com e-mails, SMS ou WhatsApp fraudulentos envolvendo impostos de importação. "Os golpistas simulam o uso do nome e imagem dos Correios ou alegam estar ajudando com reembolsos, induzindo o cliente a realizar determinadas ações. Por meio de links maliciosos, fraudadores direcionam o usuário a sites falsos para roubar informações pessoais e dinheiro."
O risco é real. Quem clica nos links pode ter dados pessoais e informações financeiras roubadas. A situação pode ocorrer com compras feitas na Shein e em outras plataformas de e-commerce, especialmente ao importar produtos. O primeiro passo para não cair no golpe é desconfiar de qualquer contato que não venha de canais oficiais. Os Correios recomendam verificar o status de encomendas apenas no site da estatal ou pelo app oficial Correios — é lá que se pode rastrear pacotes e pagar tributos de importação de verdade. Jamais clicar em links enviados por números, perfis ou e-mails desconhecidos. Evitar compartilhar dados pessoais e informações de encomendas. Verificar se o endereço do site é falso antes de entrar. Usar antivírus. E se receber uma mensagem de golpe, denunciar o contato e apagar.
A Shein reforça que todas as suas comunicações oficiais são feitas exclusivamente pelos canais oficiais da companhia — site, app e perfis verificados em redes sociais. Consumidores devem descartar mensagens suspeitas e não clicar em links de origem duvidosa. O esquema continua circulando, e a vigilância segue sendo a melhor defesa.
Citas Notables
A empresa monitora constantemente esse tipo de ação contra clientes e segue alertando sobre a disseminação de mensagens falsas, usando o nome e a marca da estatal de forma indevida. Sempre que necessário, a Polícia Federal é acionada.— Correios (em nota ao Canaltech)
Os golpistas simulam o uso do nome e imagem dos Correios ou alegam estar ajudando com reembolsos, induzindo o cliente a realizar determinadas ações. Por meio de links maliciosos, fraudadores direcionam o usuário a sites falsos para roubar informações pessoais e dinheiro.— Shein (aviso no aplicativo)