Na interseção entre proteção e vulnerabilidade, criminosos aprenderam a usar os próprios instrumentos da segurança digital como armas. O chamado 'golpe do sósia' inverte a lógica histórica do roubo de identidade: em vez de perseguir uma vítima, o fraudador parte do próprio rosto e busca, por comparação facial automatizada, quem se parece o suficiente com ele para ser enganado no lugar. A Serasa Experian, que bloqueou 2,86 milhões de tentativas de fraude no primeiro semestre de 2026, alerta que a biometria isolada já não é garantia — e que a segurança real só existe em camadas.