Em uma noite de setembro, seis candidatos ao governo de Minas Gerais reuniram-se diante das câmeras da Globo para o ritual democrático do debate — aquele momento em que propostas e contradições se encontram sob a mesma luz. O encontro, mediado por Liliana Junger em Belo Horizonte, percorreu temas que revelam as feridas e aspirações de um estado continental: a dívida fiscal que pesa sobre o futuro, o feminicídio que cobra vidas no presente, e as desigualdades regionais que persistem como herança do passado. Em ano eleitoral, o debate sinalizou que a disputa pelo governo mineiro será travada no
Globo promove debate com seis candidatos ao governo de Minas Gerais
Seis candidatos debateram dívida, educação e segurança
Por que a Globo escolheu essa estrutura específica de sorteio e rodízio para o debate?
Acho que o objetivo era garantir que nenhum candidato dominasse a conversa e que todos tivessem oportunidades iguais de questionar e responder. O sorteio ao vivo também adiciona transparência.
Mas a estrutura garante equilíbrio de tempo? Se um candidato é sorteado primeiro em vários blocos, ele pode ter mais oportunidades de falar.
E quanto aos temas regionais no terceiro bloco? Isso reflete algo específico sobre as campanhas?
Minas é um estado muito grande e geograficamente diverso. Cada região tem desafios diferentes. Dedicar um bloco inteiro a isso sinaliza que os candidatos precisam ter propostas específicas para o Sul, o Norte, o Vale do Rio Doce.
Mas a reportagem não diz o que foi dito sobre essas regiões. Sabemos que debateram, mas não sabemos quais foram as diferenças nas propostas.
Qual foi o tema mais contencioso, na sua percepção?
Feminicídio é sempre um tema que gera tensão porque toca em valores e políticas públicas de segurança. Dívida estadual também é crucial porque afeta tudo mais.
A reportagem menciona que é uma atualização em andamento. Isso significa que análises mais profundas virão depois?
Provavelmente. Essa é a estrutura do debate. A análise das posições de cada candidato deve vir em reportagens subsequentes.
Seis candidatos é um número grande para um debate. Como isso afeta a qualidade da discussão?
Matematicamente, com seis pessoas e quatro blocos, cada pessoa faz uma pergunta e responde uma por bloco. Isso limita a profundidade. Mas a reportagem não avalia a qualidade das respostas, apenas documenta que aconteceu.
O Pulso
- Seis candidatos de espectros políticos opostos — do PT ao PL, passando por PDT, Republicanos, MDB e PSD — dividiram o mesmo palco, tornando visível a amplitude da disputa pelo maior estado do interior do Brasil.
- Temas como dívida estadual, feminicídio e facções criminosas expuseram as tensões mais urgentes de Minas Gerais, forçando os candidatos a apresentar respostas concretas diante de um eleitorado atento.
- A estrutura cruzada de perguntas e respostas — com sorteio ao vivo e rodízio obrigatório — impediu que qualquer candidato dominasse o debate ou escapasse do confronto direto com seus adversários.
- O terceiro bloco regional revelou a dimensão geográfica da disputa: do Sul de Minas ao Norte historicamente vulnerável, cada região emergiu como um eleitorado com demandas próprias a ser conquistado.
- Ao final, as considerações individuais de cada candidato desenharam os contornos das campanhas que se avizinham, com gestão fiscal, educação e desenvolvimento regional como eixos centrais da corrida eleitoral de 2026.
Em uma noite de setembro, seis candidatos ao governo de Minas Gerais reuniram-se diante das câmeras da Globo para o ritual democrático do debate — aquele momento em que propostas e contradições se encontram sob a mesma luz. O encontro, mediado por Liliana Junger em Belo Horizonte, percorreu temas que revelam as feridas e aspirações de um estado continental: a dívida fiscal que pesa sobre o futuro, o feminicídio que cobra vidas no presente, e as desigualdades regionais que persistem como herança do passado. Em ano eleitoral, o debate sinalizou que a disputa pelo governo mineiro será travada no terreno concreto da gestão, da segurança e do desenvolvimento.
A Globo promoveu, na noite de 29 de setembro, um debate entre os seis candidatos ao governo de Minas Gerais para as eleições de 2026. Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel (MDB), Mateus Simões (PSD) e Patrus Ananias (PT) ocuparam o estúdio em Belo Horizonte sob a mediação de Liliana Junger, que conduziu um sorteio ao vivo para definir a ordem de participação em cada bloco.
O primeiro bloco, com temas determinados pela produção, percorreu questões centrais do estado: a dívida fiscal de Minas, o turismo e a cultura, o feminicídio, o reajuste de servidores, as facções criminosas e o transporte público metropolitano. Cada dupla de candidatos se enfrentou diretamente, com o sistema de rodízio garantindo que todos perguntassem e respondessem ao menos uma vez.
No segundo bloco, com temas livres, os candidatos escolheram os próprios assuntos — da escola plural à gestão fiscal, dos hospitais regionais ao desenvolvimento do interior. O terceiro bloco introduziu uma dimensão geográfica incomum: cada dupla debateu sobre uma região específica de Minas, do Sul ao Norte, passando pela Zona da Mata, pelo Vale do Rio Doce e pelo Triângulo Mineiro, expondo as desigualdades que marcam o estado.
O quarto bloco combinou temas livres — investimentos, alianças políticas, propaganda de apostas esportivas e o legado do governo Pimentel — com as considerações finais de cada candidato. O debate deixou claro que a campanha de 2026 será disputada em torno de segurança pública, educação, saúde regional e equilíbrio fiscal: as questões que mais pesam sobre o cotidiano dos mineiros.
A Globo reuniu seis candidatos ao governo de Minas Gerais em um debate transmitido na noite de terça-feira, 29 de setembro, começando às 22h15. Alexandre Kalil pelo PDT, Cleitinho Azevedo pelos Republicanos, Flávio Roscoe pelo PL, Gabriel pelo MDB, Mateus Simões pelo PSD e Patrus Ananias pelo PT ocuparam o estúdio da emissora em Belo Horizonte para discutir os rumos do estado em um ano eleitoral que promete ser competitivo.
A estrutura do encontro seguiu um formato que buscava garantir participação equilibrada. A apresentadora Liliana Junger mediou o debate e realizou um sorteio ao vivo para determinar qual candidato iniciaria cada bloco. Aquele que começava escolhia um adversário para debater; o escolhido, por sua vez, indicava o próximo participante entre aqueles que ainda não haviam feito pergunta ou resposta naquele segmento. O sistema garantiu que todos perguntassem e respondessem uma vez em cada bloco temático.
O primeiro bloco concentrou-se em temas determinados pela produção. Flávio Roscoe e Patrus Ananias discutiram a dívida do estado, uma questão que toca na saúde fiscal de Minas. Em seguida, Patrus Ananias e Mateus Simões debateram turismo e cultura. A sequência prosseguiu com Mateus Simões e Cleitinho Azevedo abordando feminicídio, um crime que permanece como desafio de segurança pública. Cleitinho e Gabriel debateram reajuste de servidores, questão que afeta diretamente a folha de pagamento estadual. Gabriel e Alexandre Kalil discutiram facções criminosas e seu impacto no estado. O bloco encerrou com Alexandre Kalil e Flávio Roscoe debatendo transporte público e sistemas metropolitanos.
No segundo bloco, os temas foram livres, permitindo que os candidatos escolhessem os assuntos. Gabriel e Patrus Ananias debateram escola plural, modelo educacional que divide opiniões. Patrus Ananias e Cleitinho discutiram desenvolvimento regional, essencial para um estado com disparidades geográficas significativas. Cleitinho e Flávio Roscoe abordaram posicionamento político. Flávio Roscoe e Alexandre Kalil debateram gestão fiscal. Alexandre Kalil e Mateus Simões discutiram hospitais regionais, infraestrutura crítica para o interior. O bloco encerrou com Mateus Simões e Gabriel debatendo educação.
O terceiro bloco introduziu uma dimensão geográfica. Cada dupla de candidatos debateu sobre uma região específica de Minas Gerais. Cleitinho e Alexandre Kalil focaram no Sul de Minas. Alexandre Kalil e Mateus Simões discutiram a Região Central e Centro-Oeste. Mateus Simões e Gabriel abordaram a Zona da Mata. Gabriel e Patrus Ananias debateram o Vale do Rio Doce. Patrus Ananias e Flávio Roscoe discutiram o Triângulo Mineiro. Flávio Roscoe e Cleitinho encerraram o bloco debatendo o Norte de Minas, região historicamente marcada por desafios socioeconômicos.
O quarto e último bloco combinou temas livres com considerações finais. Patrus Ananias e Cleitinho debateram projetos de desenvolvimento para Minas. Cleitinho e Mateus Simões discutiram alianças políticas. Mateus Simões e Flávio Roscoe abordaram investimentos. Flávio Roscoe e Alexandre Kalil retornaram ao tema de alianças políticas. Alexandre Kalil e Gabriel debateram propaganda de apostas esportivas, questão emergente no debate público. Gabriel e Patrus Ananias encerraram os temas livres discutindo o governo anterior de Fernando Pimentel. Após isso, cada candidato teve espaço para considerações finais, na ordem: Alexandre Kalil, Mateus Simões, Flávio Roscoe, Cleitinho Azevedo, Gabriel e Patrus Ananias.
O debate refletiu as prioridades que moldarão a campanha para o governo estadual em 2026. Questões de segurança pública, educação, desenvolvimento regional e gestão fiscal emergiram como temas centrais. A estrutura do encontro, com suas rodadas de perguntas e respostas cruzadas, permitiu que os candidatos se confrontassem diretamente sobre suas propostas e visões para o estado.