GLEX Ignition em Coimbra reúne cientistas da NASA e ESA para debater futuro da exploração espacial

Uma transformação que envolve pessoas extraordinárias com histórias reais
Manuel Vaz descreve o momento atual da exploração espacial como uma era de mudança profunda centrada em atores humanos.
Mark

Porque é que uma conferência sobre exploração espacial se realiza em Coimbra e não numa capital tecnológica como Lisboa ou Porto?

Mimi

Coimbra tem uma universidade histórica e uma tradição de pensamento científico. Mas mais importante: a GLEX escolhe cidades diferentes cada ano. Já esteve em Otava, Ponta Delgada, Angra do Heroísmo. É uma estratégia de descentralização.

Luke

Certo, mas qual é o impacto real? Quantas pessoas assistem? Qual é o alcance fora da comunidade académica local?

Mark

Os nomes confirmados — Young, Mogensen, Smrekar — são realmente os principais atores neste campo?

Mimi

Sim. Young lidera o programa Artémis da NASA, que é a prioridade americana para a próxima década. Mogensen foi comandante da Estação Espacial Internacional. Smrekar dirige uma missão a Vénus. São figuras de topo.

Luke

Mas o artigo não diz quanto tempo cada um vai estar presente, nem qual é o formato das suas intervenções. São palestras de uma hora? Painéis? Workshops?

Mark

O evento menciona questões sobre medicina em ambientes extremos e proteção ambiental. Como é que isto se conecta com exploração espacial?

Mimi

Porque as tecnologias desenvolvidas para o espaço têm aplicações terrestres. Os satélites ajudam a monitorizar florestas. A medicina de ambientes extremos prepara-nos para futuras missões. É uma visão integrada.

Luke

Verdade, mas o artigo não oferece exemplos concretos. Que tecnologias específicas? Que aplicações já existem?

Mark

A GLEX começou em 2019 com uma parceria entre o Explorers Club de Nova Iorque e uma empresa portuguesa. Isso é incomum.

Mimi

É. Manuel Vaz criou uma plataforma que traz exploradores e cientistas de topo para discutir transformação global. É um modelo que funcionou — sete anos depois, continua a expandir-se.

Luke

Mas qual é o modelo de financiamento? Quem paga? Há patrocínios corporativos? O artigo não o diz.

Mark

O último orador mencionado, Hari Budha Magar, parece ser o destaque emocional do evento anterior.

Mimi

Exatamente. Um soldado gurkha que perdeu as duas pernas no Afeganistão mas escalou o Evereste. É uma história de superação que transcende a exploração espacial propriamente dita.

Luke

Mas por que é que uma história de alpinismo está numa conferência sobre futuro da exploração espacial? Qual é a conexão temática?

  • Kelsey Young (NASA/Artémis), Andreas Mogensen (ESA) e Sue Smrekar (VERITAS/Vénus) confirmados como oradores
  • GLEX Ignition realiza-se em Coimbra nos dias 29 e 30 de outubro de 2026
  • Evento nasceu em 2019 de parceria entre Explorers Club de Nova Iorque e Expanding (Manuel Vaz)
  • Últimos humanos a pisar a Lua foram Gene Cernan e Harrison Schmitt em dezembro de 1972 (Apollo 17)

Kelsey Young (NASA/Artémis), Andreas Mogensen (ESA) e Sue Smrekar (missão VERITAS a Vénus) confirmados como oradores principais. Evento reúne cientistas, astronautas e exploradores para debater transformação na exploração espacial, tecnologias privadas e papel de Portugal.

Conferência científica GLEX Ignition realiza-se em Coimbra nos dias 29 e 30 de outubro com palestrantes de renome da NASA, ESA e exploração espacial, discutindo futuro da exploração lunar, marciana e inovação tecnológica.

Coimbra vai receber em finais de outubro um encontro que reúne alguns dos nomes mais relevantes da exploração espacial contemporânea. A GLEX Ignition, marcada para os dias 29 e 30 de outubro, traz à cidade portuguesa cientistas e astronautas de instituições como a NASA e a Agência Espacial Europeia para discutir o futuro da aventura humana para lá do planeta.

Entre os confirmados está Kelsey Young, geóloga americana que lidera a equipa de cientistas da NASA envolvida no projeto Artémis, a iniciativa que pretende devolver humanos à Lua. Acompanhá-la-á Andreas Mogensen, astronauta dinamarquês que já comandou a Estação Espacial Internacional e agora integra a ESA. Sue Smrekar, cientista americana que dirige a missão VERITAS da NASA a Vénus, também marcará presença. Estes três nomes constituem apenas a ponta do iceberg de um programa que promete trazer a Coimbra figuras de destaque nos campos da exploração, da ciência e da inovação.

O evento tem raízes numa parceria estabelecida em 2019 entre o Explorers Club de Nova Iorque e a Expanding, empresa portuguesa liderada por Manuel Vaz. Aquela primeira edição realizou-se em Lisboa, num ano que não foi escolhido por acaso: marcava simultaneamente meio século da chegada de Neil Armstrong à Lua e os 500 anos da viagem de Fernão de Magalhães, o navegador português que descobriu a passagem do Atlântico para o Pacífico e deu nome ao maior dos oceanos. Desde então, a GLEX Summit expandiu-se por várias cidades — Lisboa, Porto, Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e, no ano passado, Otava, no Canadá.

Manuel Vaz descreve o momento como uma "nova era da exploração espacial", uma transformação que abrange missões à Lua, a Marte e a Vénus, investigação científica, novas tecnologias e uma economia global em rápido crescimento. O objetivo da GLEX Ignition em Coimbra é duplo: trazer à cidade alguns dos principais atores deste ecossistema e aproximar esta realidade de quem ainda desconhece a sua verdadeira dimensão e impacto. Vaz sublinha a importância de discutir qual pode ser o papel de Portugal nesta nova fronteira.

O programa promete abordar questões que vão desde o que significa viver e trabalhar a centenas de quilómetros da Terra até ao que Vénus pode ensinar sobre o futuro do nosso próprio planeta. Incluem-se também temas como o papel dos satélites na proteção de florestas e ecossistemas, as lições de comunidades que se adaptam às alterações ambientais, e a forma como a medicina se prepara para salvar vidas nos lugares mais extremos do planeta e, eventualmente, para lá dele.

Além dos três nomes principais, confirmaram já presença Alizé Carrère, cientista, realizadora e exploradora da National Geographic; Cliff Kapono, cientista, surfista profissional e explorador nativo havaiano; Lola Fatoyinbo, ecologista espacial e antiga cientista da NASA; Mark Hannaford, fundador da World Extreme Medicine e pioneiro da medicina em ambientes extremos; e David Ibbett, compositor residente no Center for Astrophysics de Harvard e Smithsonian.

O historial de oradores anteriores da GLEX revela a amplitude do evento. James Garvin, cientista-chefe da NASA e admirador dos navegadores portugueses dos séculos XV e XVI, já participou. Também Nina Lanza, que controlava os rovers de exploração de Marte, e Miguel López-Alegría, astronauta com dupla nacionalidade espanhola e americana que realizou cinco viagens ao espaço. No ano passado, em Otava, um dos momentos mais marcantes foi protagonizado por Hari Budha Magar, antigo soldado gurkha do exército britânico que perdeu ambas as pernas em serviço no Afeganistão mas conseguiu escalar o Evereste. Nascido no Nepal, a sua história de vida e superação cativou a audiência.

Coimbra, cidade que se orgulha de albergar uma das universidades mais antigas da Europa, torna-se assim palco de um diálogo sobre o que está a mudar no mundo e sobre o futuro da exploração humana. Os últimos astronautas a caminhar sobre a Lua foram Gene Cernan e Harrison Schmitt, em dezembro de 1972, durante a missão Apollo 17. O regresso à Lua, que Kelsey Young ajuda a coordenar, tem como objetivo estabelecer bases para uma missão tripulada a Marte — um objetivo ambicioso dos Estados Unidos que marcará a próxima década da exploração espacial.

Estamos a viver uma nova era da exploração espacial. Uma transformação que envolve missões à Lua, a Marte e a Vénus, investigação científica, novas tecnologias, empresas privadas e uma economia global em rápido crescimento.
— Manuel Vaz, organizador da GLEX Ignition
A GLEX Ignition pretende trazer a Coimbra alguns dos principais atores deste ecossistema e aproximar esta nova realidade de quem ainda não conhece a sua verdadeira dimensão e impacto.
— Manuel Vaz
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