No limiar de um julgamento que pode redefinir os contornos institucionais do Supremo Tribunal Federal, o decano Gilmar Mendes interpelou o presidente Fachin com um apelo à ordem e à coerência: que processos nascidos dos mesmos fatos sejam julgados sob o mesmo teto, evitando que a Corte fale com vozes contraditórias. O gesto revela, mais do que uma disputa procedimental, a inquietação de um tribunal diante de si mesmo — confrontado com questões sobre a conduta de seus próprios membros e a integridade dos instrumentos que usa para investigar.