No coração do Supremo Tribunal Federal, uma disputa silenciosa sobre os limites do conhecimento institucional tomou forma quando o ministro Gilmar Mendes determinou que a Polícia Federal compartilhe com seu gabinete o conteúdo do celular de Vorcaro — replicando o que o relator Zanin já fazia desde março. A decisão contraria André Mendonça, que via no compartilhamento um risco às investigações, e levanta uma questão perene: onde termina a cautela legítima e começa o isolamento que enfraquece a própria justiça?