No coração de uma das mais altas cortes do país, um disco rígido lacrado tornou-se símbolo das tensões entre transparência processual e custódia de evidências. Há seis meses, dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro repousam intocados no gabinete do ministro André Mendonça, enquanto três colegas — Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes — argumentam que sua inacessibilidade os reduz a meros espectadores de um julgamento que deveriam conduzir em igualdade. A disputa, aparentemente técnica, revela uma questão mais profunda: quem guarda as provas guarda, em certa med