No limiar de um julgamento histórico marcado para 15 de setembro, o decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, interpõe uma objeção processual que revela a profundidade da crise institucional instalada na mais alta corte do país. Em ofício ao presidente Fachin, Gilmar questiona se é possível julgar o que ainda não foi adequadamente definido — quem é investigado, por quê, e sob qual rito. A disputa, que começou com conversas entre um ministro e um banqueiro, tornou-se um espelho das tensões que atravessam o STF quando seus próprios membros se tornam objeto de escrutínio.