Em 20 de julho, a Bahia perdeu Gileno Felix, homem que habitou ao mesmo tempo o tribunal, o palco, a tela e a página em branco. Aos 73 anos, após um infarto, encerrou-se uma vida que resistiu à ditadura, ao câncer e ao Parkinson sem jamais abandonar a criação. Compositor de clássicos que atravessaram fronteiras, advogado que garantiu teto a centenas de famílias e poeta que, quando as mãos já não obedeciam, passou a gravar versos em áudio — Felix deixa o testemunho de que a vocação humana raramente cabe em um único nome.
Gileno Felix: advogado que dominou palavras na poesia, música e artes plásticas
Gileno Felix faleceu aos 73 anos após infarto, deixando esposa, cinco filhos e oito netos.