Gerais Saneamento busca rescindir acordo de acionistas com MG na Copasa

Uma etapa regular do processo, relacionada ao acordo societário
A Equatorial descreve a rescisão antecipada como parte prevista da estrutura de governança, não como um movimento de saída.
Mark

Por que uma empresa rescindiria um acordo de acionistas apenas três meses e meio depois de assiná-lo? Isso não soa estranho?

Mimi

Não necessariamente. Esses acordos costumam incluir cláusulas que permitem rescisão antecipada sob certas condições. A Equatorial está dizendo que isso era previsto nos documentos originais da privatização.

Luke

Mas a pergunta real é: por que agora? O que mudou entre junho e setembro que torna essa rescisão desejável? O fato relevante não explica a motivação.

Mimi

Verdade. O documento apenas diz que é uma etapa prevista, mas não detalha por que a Gerais Saneamento decidiu acioná-la agora.

Mark

E essa golden share — o que exatamente muda se for removida?

Mimi

O Estado perde o direito de indicar dois membros específicos do conselho: um na administração, outro na fiscalização. Sem a golden share, Minas Gerais não teria mais essa voz garantida na governança.

Luke

Mas aqui está o ponto: a Equatorial diz que a rescisão não altera sua participação de 30%. Então o que muda, concretamente? Apenas a representação estatal nos conselhos?

Mimi

Aparentemente sim. A participação acionária permanece a mesma. O que muda é o poder de veto e de indicação que o Estado tinha.

Mark

A Equatorial foi rápida em desmentir qualquer fala de saída ou reestatização. Por que essa preocupação?

Luke

Porque se você anuncia rescisão de um acordo com o governo, o mercado naturalmente pensa: saída iminente. A Equatorial precisava cortar essa narrativa no nascedouro.

Mimi

Faz sentido. Mas o fato é que não sabemos ainda se a assembleia vai aprovar. Tudo depende do voto em 28 de setembro.

  • A rescisão antecipada de um acordo assinado há apenas três meses e meio gerou imediata turbulência interpretativa no mercado financeiro e político.
  • A golden share em disputa não é detalhe menor: ela garante ao Estado de Minas Gerais assentos nos conselhos de administração e fiscal da Copasa, mesmo sem controle acionário.
  • A Equatorial foi obrigada a emitir nota no sábado seguinte para conter leituras de que estaria se retirando do negócio ou abrindo caminho para uma reestatização.
  • A empresa insiste que a rescisão é uma etapa prevista nos documentos originais da privatização — governança, não recuo estratégico.
  • Com 30% do capital da Copasa e status de acionista de referência mantidos, a Equatorial busca separar a questão societária da sua posição como investidora.
  • O veredito chega em 28 de setembro, quando a assembleia extraordinária votará as cláusulas que definem o futuro dessa arquitetura de poder compartilhado.

Três meses e meio após a privatização da Copasa, a Gerais Saneamento — controlada pela Equatorial — sinalizou ao mercado sua intenção de rescindir antecipadamente o acordo de acionistas firmado com o governo de Minas Gerais, abrindo um debate sobre os limites entre controle privado e soberania estatal em empresas de saneamento. No centro da disputa está a golden share, mecanismo que preserva ao Estado o direito de indicar membros dos conselhos mesmo sem controle econômico. A decisão final pertence a uma assembleia extraordinária marcada para 28 de setembro — e o mercado, atento, aguarda.

A Gerais Saneamento comunicou ao mercado, na última sexta-feira, sua intenção de rescindir antecipadamente o acordo de acionistas celebrado com o governo de Minas Gerais em 11 de junho de 2026 — pouco mais de três meses após a privatização da Copasa. A rescisão não é automática: depende da aprovação da cláusula 4.5 e seu anexo em Assembleia Geral Extraordinária convocada para 28 de setembro.

O ponto central do debate é a golden share, mecanismo que assegura ao Estado direitos especiais de governança mesmo sem controle econômico da empresa. Por meio dela, Minas Gerais mantém o direito de indicar um membro do conselho de administração e outro do conselho fiscal da Copasa. Remover ou alterar esses direitos exigiria autorização expressa do próprio Estado.

O comunicado provocou interpretações de que a Equatorial poderia estar sinalizando saída do negócio ou até uma reestatização. No sábado seguinte, a empresa divulgou nota refutando essa leitura, classificando a rescisão como uma etapa prevista nos documentos originais da oferta de privatização — um movimento de governança corporativa, não de desinvestimento.

A Equatorial reafirmou que mantém 30% do capital da Copasa e permanece como acionista de referência, posição que não será afetada pela eventual rescisão do acordo. O mercado aguarda agora a assembleia de 28 de setembro, quando a votação definirá se essa arquitetura de poder compartilhado entre o privado e o Estado será ou não desmontada.

A Gerais Saneamento, empresa que controla a Copasa após sua privatização e que é ela mesma controlada pela Equatorial, comunicou ao mercado na última sexta-feira sua intenção de rescindir antecipadamente o acordo de acionistas que havia assinado com o governo de Minas Gerais apenas três meses e meio antes. O acordo original foi celebrado em 11 de junho de 2026. A rescisão, porém, não é automática — depende de aprovação em Assembleia Geral Extraordinária marcada para 28 de setembro, onde serão votadas a cláusula 4.5 e seu anexo correspondente.

Essas cláusulas tratam especificamente da golden share, um mecanismo de governança que garante ao Estado direitos especiais mesmo sem controle econômico da empresa. Por meio dessa ação, Minas Gerais mantém o direito de indicar um membro do conselho de administração e outro do conselho fiscal da Copasa. Qualquer tentativa futura de remover ou alterar esses direitos exigirá autorização expressa do próprio Estado — uma proteção que, se removida, só poderá ser restaurada com consentimento governamental.

A comunicação gerou interpretações de que a Equatorial estaria sinalizando uma saída do negócio ou até mesmo uma reestatização da companhia. No sábado seguinte, a Equatorial divulgou nota à imprensa refutando essa leitura. A empresa esclareceu que a rescisão antecipada do acordo de acionistas não representa qualquer intenção de desinvestimento, nem qualquer movimento em direção à reestatização. Segundo a Equatorial, trata-se simplesmente de uma etapa prevista nos documentos originais da oferta de privatização — um passo regular no processo de governança corporativa.

A Equatorial mantém sua participação de 30% no capital da Copasa e permanece como acionista de referência da companhia. Essa posição não será alterada pela rescisão do acordo, caso aprovada. A empresa reafirmou que a comunicação refere-se exclusivamente à possibilidade de encerramento antecipado do acordo societário com o Estado, uma matéria que será submetida à votação na assembleia extraordinária de 28 de setembro. Segundo a Equatorial, trata-se de uma questão de governança e estrutura acionária que em nada afeta sua participação acionária ou seu status de investidora de referência.

O mercado aguarda agora a assembleia de 28 de setembro para conhecer o resultado da votação. A Copasa comprometeu-se em seu fato relevante a manter o mercado informado dos desdobramentos relevantes, incluindo a confirmação ou não da rescisão antecipada após as aprovações necessárias.

A comunicação refere-se exclusivamente à possibilidade de rescisão antecipada do Acordo de Acionistas celebrado com o Estado de Minas Gerais, sendo etapa prevista nos documentos da oferta
— Equatorial, em nota à imprensa
A companhia manterá o mercado informado dos desdobramentos relevantes do assunto, incluindo a respeito da efetiva Rescisão Antecipada, após as confirmações pertinentes
— Copasa, em fato relevante
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