No coração do Nordeste brasileiro, o sol tornou-se, por um breve e simbólico momento em agosto de 2026, mais generoso do que a própria região consegue consumir — produzindo 113% de sua demanda em energia fotovoltaica. Esse feito, registrado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico, não é apenas um marco técnico; é o retrato de uma civilização aprendendo, em tempo real, a lidar com a abundância que ela mesma criou. A transição energética avança, mas traz consigo novos dilemas: como equilibrar um sistema construído para a previsibilidade quando a natureza, generosa e intermitente, dita o ritmo