Entre 1975 e 1990, crianças cresceram em um mundo que exigia delas a arte de se virar sozinhas — caminhar para a escola sem escolta, resolver pequenos impasses sem um adulto por perto. Um estudo do Journal of Pediatrics, conduzido por Peter Gray do Boston College, nomeia esse modo de criar como 'negligência benigna' e o associa ao desenvolvimento de recursos emocionais que gerações posteriores, criadas sob supervisão mais intensa, demonstram ter em menor medida. A pesquisa não aponta culpados, mas convida a uma reflexão sobre o que se perde quando se remove da infância o espaço saudável para o