Escondidos em nosso DNA há milhões de anos, fragmentos de retrovírus que herdamos de infecções ancestrais revelam agora uma face inesperada: pesquisadores brasileiros descobriram que a atividade do gene viral HERV-W acompanha a piora do vitiligo, correlacionando-se com maior inflamação no organismo. O achado sugere que esses hóspedes genéticos antigos — que compõem 8% do genoma humano e normalmente cumprem funções protetoras — podem cruzar uma fronteira invisível e participar do desencadeamento de doenças autoimunes. A ciência se vê diante de uma questão filosófica tão antiga quanto a medicina