Geminídeas atinge pico neste domingo com até 120 meteoros por hora

O Sistema Solar funciona com a exatidão de um relógio mecânico
A precisão das órbitas celestes garante que as chuvas de meteoros ocorram sempre nas mesmas datas e horários.
Mark

Por que essa chuva de meteoros é tão diferente das outras?

Mimi

Porque não vem de um cometa, mas de um asteroide. O 3200 Faetonte pode ter sido um cometa que perdeu toda sua camada de gelo ao longo dos séculos, deixando apenas a estrutura rochosa. Quando a Terra passa pela sua órbita, colhe esses fragmentos.

Mark

E por que os meteoros são mais lentos?

Mimi

Viajam a 35 quilômetros por segundo, enquanto outros chegam a 71. Essa lentidão relativa é na verdade um presente para quem observa — os rastros duram mais tempo no céu, são mais bonitos de ver.

Mark

Qual é a melhor hora para acordar e olhar para cima?

Mimi

O radiante fica visível a partir das 22 horas, mas a verdadeira festa começa depois, quando as estrelas Pollux e Castor estão mais altas. Quanto mais altas, mais meteoros você consegue avistar. O pico mesmo é entre a noite de domingo e a madrugada de segunda.

Mark

E se eu não conseguir ficar acordado a noite toda?

Mimi

Aproveite os primeiros momentos em que o radiante aparecer. Não é ideal, mas é melhor que nada. E procure um lugar sem luzes de cidade — a poluição luminosa mata o espetáculo.

Mark

Há risco de o asteroide colidir com a Terra?

Mimi

Nenhum. Ele passa perto em ciclos previsíveis — passou em 2007 e 2017, vai passar novamente em 2050 e 2060. O Sistema Solar funciona como um relógio. Tudo está em seu lugar.

  • Com até 120 meteoros por hora cruzando o céu a 35 km/s, a Geminídeas representa o encerramento grandioso do calendário astronômico de 2020.
  • A ausência da Lua — em fase nova — elimina o principal obstáculo à observação, criando condições excepcionalmente favoráveis para quem olhar para cima.
  • O radiante na constelação de Gêmeos começa a surgir acima do horizonte às 22h de domingo, mas a janela ideal de observação se abre quando Pollux e Castor alcançam maior altitude.
  • Fotógrafos e cineastas amadores têm uma oportunidade rara: a chuva cresce em intensidade a cada ano e responde bem a câmeras com longa exposição em locais livres de poluição luminosa.
  • Como bônus, quem permanecer acordado até a madrugada de segunda-feira poderá ainda registrar o eclipse solar previsto para aquele dia.

A cada dezembro, a Terra atravessa a trilha de detritos deixada pelo asteroide 3200 Faetonte, e o céu responde com uma das mais generosas chuvas de meteoros do ano. Na noite de domingo para segunda-feira, a Geminídeas atinge seu ápice com até 120 meteoros por hora, oferecendo à humanidade um desses momentos em que o cosmos lembra, com elegância, a precisão silenciosa de seus mecanismos. Com a Lua em fase nova e o radiante visível a partir das 22h na constelação de Gêmeos, o espetáculo estará acessível a olho nu para observadores em qualquer latitude.

Na noite de 13 para 14 de dezembro, o céu oferece a última grande chuva de meteoros de 2020: a Geminídeas, com pico de até 120 meteoros por hora. Viajando a 35 quilômetros por segundo, esses fragmentos são mais lentos que os de outras chuvas famosas, como a Leônidas — e é justamente essa lentidão relativa que os torna mais belos, pois permanecem visíveis por mais tempo e deixam rastros mais longos.

A origem da Geminídeas é peculiar: ao contrário da maioria das chuvas, que nascem de detritos de cometas, ela provém do asteroide 3200 Faetonte. Há indícios de que Faetonte pode ter sido um cometa no passado, tendo perdido seus componentes voláteis e restado apenas como estrutura rochosa. O asteroide se aproxima da Terra em ciclos previsíveis — esteve perto em 2007 e 2017, e voltará em 2050 e 2060, sem risco de colisão.

As condições para observação são favoráveis: a Lua Nova não interfere no brilho do céu, e o radiante da chuva, localizado na constelação de Gêmeos, começa a surgir acima do horizonte a partir das 22h. Para encontrá-lo, basta localizar Órion e as Três Marias, identificar Betelgeuse e Pollux, e buscar o ponto imediatamente à esquerda de Pollux. Quanto mais alta estiver a constelação, mais fácil será avistar os meteoros.

Astrônomos registram aumento anual no número de meteoros da Geminídeas, tornando-a cada vez mais atraente para fotógrafos amadores. Locais afastados da poluição luminosa, câmeras com longa exposição e tripés são os ingredientes para imagens marcantes. E para os mais resistentes à madrugada, há ainda um bônus: o eclipse solar da segunda-feira aguarda os que decidirem não dormir.

Na noite de domingo para segunda-feira, entre 13 e 14 de dezembro, o céu noturno oferecerá um espetáculo raro: a chuva de meteoros Geminídeas atingirá seu pico, com até 120 "estrelas cadentes" cruzando a atmosfera a cada hora. Será a última grande chuva de meteoros de 2020, e uma das mais interessantes do ano para observadores em qualquer latitude.

Os meteoros que comporão esse show viajam a 35 quilômetros por segundo — o equivalente a 126 mil quilômetros por hora, velocidade suficiente para circundar a Terra mais de três vezes na linha do Equador. Apesar dessa rapidez impressionante, a Geminídeas é considerada mais lenta que outras chuvas de meteoros, como a Leônidas, cujos fragmentos atingem 71 quilômetros por segundo. Essa relativa lentidão, paradoxalmente, torna o espetáculo mais bonito aos olhos: os meteoros permanecem visíveis por mais tempo, deixando rastros mais longos no céu.

A origem dessa chuva é peculiar. Enquanto a maioria das chuvas de meteoros resulta de detritos deixados por cometas, a Geminídeas provém de pequenas rochas e destroços dispersados pelo asteroide 3200 Faetonte. Quando a Terra cruza a órbita desse objeto, atravessa uma nuvem de fragmentos que se precipitam pela atmosfera. Há evidências de que Faetonte pode ter sido um cometa no passado distante, tendo perdido seus componentes voláteis — o material gelado que caracteriza os cometas — e deixado apenas sua estrutura rochosa e poeirenta. O asteroide passa relativamente perto da Terra em ciclos previsíveis: aproximou-se em 2007 e 2017, e voltará a fazê-lo em 2050 e 2060, sem qualquer risco de colisão.

O fenômeno ilustra a precisão mecânica do Sistema Solar. As chuvas de meteoros ocorrem sempre nas mesmas datas cada ano, provando que a Terra transita pelo mesmo ponto de sua órbita onde os detritos flutuam. Os picos — o momento de máxima atividade — costumam acontecer no mesmo dia e praticamente nos mesmos horários, ano após ano. É como se o universo funcionasse com a exatidão de um relógio.

Para quem deseja observar, as condições são favoráveis. A Lua estará em fase nova, o que significa que seu brilho não prejudicará a visualização. O radiante da chuva — o ponto do céu de onde os meteoros parecem irradiar — localiza-se na constelação de Gêmeos. Para encontrá-la, é possível usar aplicativos de mapeamento celeste ou procurar manualmente: localize a constelação de Órion e as Três Marias, depois procure as estrelas brilhantes Betelgeuse e Pollux. O radiante estará imediatamente à esquerda de Pollux. A partir das 22 horas de domingo, o radiante começará a aparecer acima do horizonte, mas a melhor visualização ocorrerá quando Pollux e sua companheira Castor estiverem mais altas no céu — quanto mais elevadas, mais fácil será avistar os meteoros.

Os astrônomos têm registrado um aumento gradual na quantidade de meteoros da Geminídeas a cada ano, tornando-a uma oportunidade excelente para fotógrafos e cineastas amadores. Câmeras com exposição longa e tripés podem capturar efeitos visuais impressionantes. O ideal é buscar locais afastados da poluição luminosa das cidades, onde o brilho artificial não interfira na observação. Prédios e estruturas que bloqueiem o horizonte também devem ser evitados. Para quem estiver observando na madrugada de segunda-feira, há ainda a possibilidade de fotografar o eclipse solar que ocorrerá naquele dia — um bônus celestial para os madrugadores.

Os astrônomos têm observado que a Geminídeas anda aumentando a quantidade de meteoros a cada ano
— Observações astronômicas citadas na reportagem
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