No cruzamento entre a física da luz e a medicina personalizada, pesquisadores da Universidade de São Paulo desenvolveram um gêmeo digital do tórax humano capaz de prever como a luz infravermelha se propaga pelos tecidos — abrindo caminho para tratar pneumonias sem bisturi nem sonda. O trabalho, publicado na PNAS em agosto de 2026, não é apenas um avanço técnico: é uma tentativa de devolver ao médico a capacidade de planejar antes de agir, substituindo a incerteza pela simulação. Por trás da sofisticação computacional, persiste uma pergunta humana essencial — se a tecnologia chegará a quem mais