No domingo em Almada, o GDESSA entra em quadra não apenas para disputar um título, mas para testemunhar publicamente contra aquilo que considera falhas graves de governança no basquetebol feminino português. O clube do Barreiro contesta a Federação Portuguesa de Basquetebol por dois motivos distintos: a gestão opaca da transição do selecionador Ricardo Vasconcelos para o Benfica, e o tratamento promocional desigual entre as duas equipas na Supertaça. O protesto, que inclui a ausência deliberada do presidente do clube, lembra-nos que o desporto raramente é apenas desporto — é também um espelho
GDESSA joga Supertaça em protesto contra Federação e treinador do Benfica
O protesto simbólico que torna impossível ignorar a mensagem
Porque é que o GDESSA decidiu fazer isto agora, na Supertaça? Não podiam ter protestado de outras formas?
Porque é a plataforma que têm. A Supertaça é um evento de visibilidade, e o protesto simbólico — a ausência do presidente — torna a mensagem impossível de ignorar. É uma forma de dizer que isto é sério.
Mas o comunicado fala em "prejudicar gravemente o basquetebol nacional" por causa da transição do selecionador. Isso é uma avaliação do GDESSA, não um facto verificado. Como é que sabemos que a preparação da Seleção foi realmente comprometida?
Boa questão. E quanto ao tratamento desigual na promoção? Isso é mais fácil de documentar?
Teoricamente sim — podes contar quantas vezes o Benfica foi mencionado versus o GDESSA nos materiais promocionais. Mas o GDESSA diz que só depois de protestarem é que a federação mudou. Isso sugere que havia um desequilíbrio real.
Sugere, mas não prova. E o comunicado do GDESSA não apresenta números ou exemplos específicos. Sabemos que houve omissão, mas não sabemos a extensão.
O que é que isto diz sobre a relação entre o GDESSA e a federação?
Que há uma desconfiança profunda. O GDESSA sente-se tratado como um clube de segunda categoria, especialmente quando comparado com o Benfica. E o caso do selecionador parece ter sido a gota de água.
Ou talvez o GDESSA esteja a usar o caso do selecionador como justificação para um ressentimento que já existia. Não sabemos qual foi a intenção da federação ao promover mais o Benfica. Pode ter sido negligência, pode ter sido preferência deliberada.
El Pulso
- O GDESSA anuncia que disputará a Supertaça feminina em protesto formal, com o presidente deliberadamente ausente da partida em Almada.
- O clube acusa a FPB de ter gerido de forma desastrosa a saída do selecionador Ricardo Vasconcelos para o Benfica, comprometendo a preparação da Seleção nacional durante meses.
- A promoção do evento tornou-se outro campo de batalha: a federação destacou repetidamente o Benfica enquanto ignorava por completo atletas e staff do GDESSA.
- Só após protestos sucessivos do clube barreirense a FPB garantiu um tratamento minimamente igualitário entre as duas equipas finalistas.
- O descontentamento do GDESSA ultrapassa a rivalidade desportiva e aponta para tensões estruturais sobre equidade e transparência no basquetebol feminino português.
No domingo em Almada, o GDESSA entra em quadra não apenas para disputar um título, mas para testemunhar publicamente contra aquilo que considera falhas graves de governança no basquetebol feminino português. O clube do Barreiro contesta a Federação Portuguesa de Basquetebol por dois motivos distintos: a gestão opaca da transição do selecionador Ricardo Vasconcelos para o Benfica, e o tratamento promocional desigual entre as duas equipas na Supertaça. O protesto, que inclui a ausência deliberada do presidente do clube, lembra-nos que o desporto raramente é apenas desporto — é também um espelho das relações de poder e dos valores que uma instituição escolhe honrar ou ignorar.
O GDESSA entra em quadra este domingo em Almada para a Supertaça feminina de basquetebol contra o Benfica, mas com uma declaração que vai além do resultado: o clube joga em protesto, e o seu presidente não estará presente de forma deliberada.
O descontentamento tem duas raízes distintas. A primeira envolve Ricardo Vasconcelos, selecionador nacional feminino desde 2010 até ao verão passado, cuja saída para o Benfica foi revelada pelo próprio GDESSA num comunicado sobre a transferência de uma jogadora — quando a notícia ainda não era pública. O clube descreve como desastrosa a forma como a federação geriu esta transição ao longo de vários meses, argumentando que a preparação da Seleção nacional ficou comprometida e que princípios de honorabilidade desportiva foram feridos.
A segunda queixa é sobre visibilidade. Na promoção da Supertaça, a FPB destacou repetidamente elementos do Benfica, omitindo por completo as atletas e a equipa técnica do GDESSA. Só depois de protestos insistentes do clube barreirense é que a federação garantiu um tratamento minimamente equitativo entre as duas equipas.
O GDESSA chegou a esta final por ter perdido a Taça de Portugal para o Benfica na época anterior. Agora disputa o troféu com uma mensagem clara: a ausência do presidente é o símbolo mais visível de um descontentamento que questiona, no fundo, a forma como a federação governa o basquetebol feminino em Portugal.
O GDESSA vai entrar em quadra neste domingo em Almada para disputar a Supertaça feminina de basquetebol contra o Benfica, mas não como uma equipa em busca de um título. O clube do Barreiro anunciou nas redes sociais que jogará em protesto, com o seu presidente ausente da partida de forma deliberada.
O que levou o GDESSA a esta decisão tem raízes em dois conflitos distintos com a Federação Portuguesa de Basquetebol. O primeiro envolve Ricardo Vasconcelos, que foi selecionador nacional feminino desde 2010 até ao verão passado. Quando a sua saída foi anunciada, o destino era claro: treinador da equipa feminina do Benfica. Mas o GDESSA diz que foi o próprio clube que revelou a informação primeiro, através de um comunicado sobre a saída de uma jogadora para as Águias, quando a notícia ainda não era pública.
Em comunicado, o GDESSA descreve o que considera uma gestão desastrosa deste processo pela federação. Durante os meses de março, abril, maio e junho, segundo o clube, a forma como a transição de Vasconcelos foi conduzida prejudicou gravemente o basquetebol nacional. A preparação da Seleção nacional feminina ficou comprometida, argumenta o GDESSA, e princípios fundamentais de honorabilidade e verdade desportiva foram feridos.
Mas há mais. O GDESSA também protesta contra o que descreve como um tratamento desigual na promoção da Supertaça. A federação, diz o clube, optou por destacar repetidamente elementos do staff e atletas do Benfica, enquanto omitia completamente as atletas e equipa técnica do GDESSA. Só após protestos sucessivos do clube barreirense é que a federação garantiu o que deveria ter sido óbvio desde o início: um mínimo de igualdade de tratamento entre as duas equipas.
O GDESSA conquistou o seu lugar nesta final ao perder a final da Taça de Portugal para o Benfica na época anterior. Agora, ao jogar a Supertaça, fá-lo com uma mensagem clara: o clube não está satisfeito com a forma como a federação tem conduzido os seus negócios. A ausência simbólica do presidente é apenas a manifestação mais visível de um descontentamento que vai muito além de uma simples disputa desportiva.
Citas Notables
Este protesto prende-se com a forma como a Federação Portuguesa de Basquetebol conduziu o 'caso selecionador nacional' ao longo dos meses de março, abril, maio e junho. A gestão deste processo prejudicou gravemente o basquetebol nacional.— Comunicado do GDESSA
A FPB optou por promover e realçar repetidamente elementos do staff e atletas da equipa adversária, omitindo por completo as atletas e equipa técnica do GDESSA Barreiro.— Comunicado do GDESSA