Em um país onde a cana-de-açúcar moldou tanto a economia quanto a cultura, o governo avança mais um passo na direção do etanol, autorizando testes com uma mistura de 35% no lugar dos atuais 32%. A medida, ainda sujeita a etapas regulatórias, carrega consigo uma tensão silenciosa: milhões de veículos não flex — especialmente os mais antigos — podem não estar preparados para absorver essa mudança sem consequências mecânicas sérias. É o encontro inevitável entre uma política energética voltada para o futuro e uma frota que ainda vive no passado.