Em janeiro de 2018, enquanto ajudava o filho cujo carro havia atolado numa praia ao norte de Wedge Island, a australiana Tonya Illman recolheu por curiosidade um objeto semi-enterrado na areia — sem saber que segurava 131 anos de oceano nas mãos. A garrafa, lançada em 1886 pelo navio alemão Paula como parte de um vasto experimento sobre correntes marítimas, emergiu do tempo como testemunha silenciosa da ciência do século XIX, quebrando o recorde mundial de longevidade para mensagens em garrafa e chegando intacta onde nenhuma outra havia chegado antes.