Galaxy Z Fold 2: Samsung finalmente acerta na segunda geração do smartphone dobrável

Três, talvez quatro aparelhos em um, uma visão futurística disponível agora
O Z Fold 2 funciona como smartphone, tablet, e-reader e quase dispositivo ideal para quadrinhos, mas seu preço permanece proibitivo.
Mark

Por que o Z Fold 2 é tão importante se a maioria das pessoas não pode comprá-lo?

Mimi

Porque ele prova que a tecnologia de displays flexíveis funciona de verdade. O primeiro Fold foi um conceito; este é um produto que você pode usar todos os dias sem estar constantemente preocupado com falhas.

Luke

Mas espera — a Samsung ainda não deu certificação oficial contra água e poeira, certo? E tem aquele protetor de tela que não pode ser removido?

Mimi

Verdade. São limitações reais. Mas comparado ao Fold original, as melhorias na dobradiça e no design reduzem significativamente esses riscos.

Mark

E quanto à bateria? Dez horas com 120 Hz ligado parece pouco.

Mimi

É menos que o modelo anterior, mas em uso normal — sem forçar a taxa alta o tempo todo — dura o dia inteiro. A taxa adaptativa ajuda a economizar energia quando você não precisa de 120 Hz.

Luke

Então o consumidor precisa gerenciar ativamente as configurações para ter uma experiência aceitável?

Mimi

Não exatamente. O sistema ajusta automaticamente. Mas sim, se você deixar 120 Hz sempre ligado, a bateria sofre.

Mark

E as câmeras? Perdem para o Pixel 4?

Mimi

Perdem, mas não por muito. Para um dispositivo que é também tablet, e-reader e tudo mais, as câmeras são competentes.

Luke

Competentes, mas não líderes. Isso importa quando você está pagando dois mil dólares.

Mimi

Importa, mas o Z Fold 2 não é um telefone de câmera — é um telefone de tela. Nesse aspecto, não tem concorrente.

Mark

Então no fim das contas, vale a pena?

Mimi

Se você tem o dinheiro e quer experimentar o futuro dos smartphones, sim. Se está na dúvida, espere mais um ano.

Luke

E se o preço cair?

Mimi

Aí sim fica difícil não recomendar.

  • Tela frontal de 6,2 polegadas finalmente permite uso prático sem abrir o dispositivo
  • Tela interna de 7,6 polegadas com taxa de atualização de 120 Hz
  • Preço de US$ 2 mil (R$ 11.190 na conversão direta, sem impostos)
  • Bateria de 4.500 mAh dura pouco mais de 10 horas em teste de vídeo com 120 Hz ligado
  • Peso de 282 gramas, mais pesado que o Fold original

O Z Fold 2 apresenta design mais sólido, dobradiça aprimorada e tela frontal de 6,2 polegadas que finalmente permite uso prático sem abrir o dispositivo. A tela interna de 7,6 polegadas com taxa de atualização de 120 Hz oferece experiência de tablet superior, mas o protetor pré-instalado permanece como ponto de preocupação.

O Samsung Galaxy Z Fold 2 corrige praticamente todos os problemas do modelo original com design refinado, tela maior e melhor multitarefa, mas mantém preço proibitivo de US$ 2 mil.

O Samsung Galaxy Z Fold 2 chega como a resposta que a primeira geração deveria ter sido desde o início. Quando o Galaxy Fold original foi lançado em 2019, ele representou um marco — a prova de que displays flexíveis podiam criar algo genuinamente novo, um dispositivo que mesclava a portabilidade de um celular com a tela generosa e a multitarefa de um tablet. Mas aquele primeiro modelo chegou carregado de problemas, tantos que era legítimo questionar se valia a pena enfrentar seus defeitos apenas para experimentar uma tecnologia de ponta.

Agora, com a segunda geração, a Samsung corrigiu quase tudo que estava errado. O design é visivelmente mais sólido — as laterais são mais finas, o acabamento é suavizado, e o vidro fosco emprestado do Galaxy Note 20 Ultra dá ao aparelho uma sensação de qualidade que faltava antes. A dobradiça foi completamente redesenhada para manter as telas fixas em qualquer ângulo de abertura, e o interior agora possui mais amortecedores que reduzem significativamente as lacunas por onde a sujeira entrava no modelo anterior. A Samsung também simplificou a câmera frontal, substituindo o grande entalhe interno por um buraco mais discreto e usando apenas um sensor em vez de dois. Essas mudanças fazem o Z Fold 2 parecer um dispositivo pensado e refinado, não um protótipo ambicioso.

O peso de 282 gramas o torna um pouco mais pesado que o Fold original, o que é notável quando comparado ao Surface Duo da Microsoft — o principal concorrente do aparelho. Mas a verdadeira revolução está nas telas. A tela frontal agora ocupa 6,2 polegadas, utilizando praticamente toda a frente do telefone, não apenas uma pequena fração como antes. Isso finalmente torna o display externo útil para tarefas rápidas: verificar e-mails, consultar mapas, responder mensagens de texto sem precisar abrir o dispositivo no formato tablet. Digitar em uma tela tão estreita ainda é um pouco apertado comparado aos celulares convencionais, mas a experiência é infinitamente melhor que a geração anterior.

A tela interna é onde o Z Fold 2 realmente brilha. Com 7,6 polegadas — um aumento de 7,3 polegadas — e suporte a uma taxa de atualização variável de 120 Hz, ela oferece uma experiência de tablet genuína. A taxa adaptativa permite que o telefone ajuste a frequência conforme o conteúdo: economiza bateria ao visualizar fotos estáticas e aumenta a taxa ao jogar. A Samsung também melhorou a multitarefa, tornando mais fácil usar dois aplicativos simultaneamente, ou até três se necessário. Com um brilho máximo superior a 650 nits, o leve vinco visível no meio da tela aberta fica menos perceptível. Para assistir filmes na cama ou jogar sem olhar para retículas minúsculas, uma tela de 7,6 polegadas faz toda a diferença. E como é OLED, ler e-books com texto branco em fundo preto puro é absolutamente magnífico.

Há, porém, uma preocupação que persiste: o protetor de tela pré-instalado. Após o desastre do lançamento do Galaxy Fold original, era razoável esperar que a Samsung não permitisse algo semelhante acontecer novamente. Mas o Z Fold 2 vem com uma película adicional que reveste todo o painel dobrável, acompanhada de avisos dizendo que não deve ser removida, pois isso pode causar danos. O problema é que essa película é inferior à tela flexível do Galaxy Z Flip — atrai mais impressões digitais e tem bordas que podem se soltar com o tempo. Eventualmente, proprietários do Z Fold 2 provavelmente serão forçados a remover essa proteção ou levar o aparelho a uma assistência técnica, exatamente a ação que a Samsung espera que os consumidores evitem.

As especificações são poderosas, como esperado de um smartphone topo de linha: processador Snapdragon 865+, 12 GB de RAM, 256 GB de armazenamento, sensor de impressão digital na lateral, carregamento sem fio e reverso, suporte a 5G, e alto-falantes mais altos e nítidos. A bateria cresceu para 4.500 mAh, necessária para alimentar a tela de 120 Hz e o 5G. Em testes de vídeo, o Z Fold 2 durou pouco mais de 10 horas com o modo 120 Hz ativado — abaixo das 17 horas do Fold original, provavelmente porque o YouTube consome mais energia com a taxa mais alta. Em uso normal, porém, a bateria dura bastante: frequentemente restavam 40% ou mais ao final do dia, por volta da meia-noite. As câmeras traseiras incluem um sensor principal de 12 MP, uma lente ultra-angular de 12 MP e uma câmera de telefoto de 12 MP com zoom óptico de 2x. A qualidade fica abaixo do Pixel 4, embora próxima, o que não surpreende considerando que nem o Galaxy Note 20 Ultra supera consistentemente o smartphone do Google.

O grande problema é o preço. US$ 2 mil — ou R$ 11.190 na conversão direta, sem impostos — não é apenas caro: é quase totalmente absurdo. É compreensível que as pessoas torçam o nariz. O Fold original chegou ao Brasil por R$ 12.999 quando o dólar estava em média R$ 4,10; agora, com a moeda batendo quase R$ 6,00, o valor esperado é ainda mais salgado. Para quem sonhou com uma tecnologia que permite aos telefones fazer mais, o Z Fold 2 é um pioneiro genuíno nesta era de transformação dos celulares — é simultaneamente um smartphone, um tablet, um e-reader e quase um dispositivo ideal para visualizar quadrinhos. São três, talvez quatro aparelhos em um, uma visão futurística de convergência tecnológica disponível para quem estiver disposto a pagar. Mas esse preço, por mais que o produto o justifique tecnicamente, permanece como a barreira mais real entre o Z Fold 2 e a maioria das pessoas.

É tudo o que o Galaxy Fold deveria ter sido
— Análise da publicação sobre o Z Fold 2
O Z Fold 2 é o exemplo perfeito de por que faz sentido esperar pela segunda geração de produtos ambiciosos
— Conclusão da revisão
Contact Us FAQ