Quando a Polícia Federal entregou aos gabinetes de três ministros do STF os dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, o que chegou não era apenas material investigativo — era também um retrato íntimo de uma vida privada. Diante do volume de informações pessoais que extrapolavam o escopo do caso Banco Master, os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes optaram pela contenção: acesso restrito a poucos, sem força-tarefa, sem pressa que atropelasse a cautela. O gesto revela uma tensão antiga entre a necessidade de investigar e o dever de proteger — e a escolha,