No Morumbis, onde o São Paulo havia construído uma fortaleza doméstica, o Santos de Gabigol inverteu a ordem do clássico com a velocidade de quem sabe que o futebol é feito de lampejos e reações. Duas vezes o atacante encontrou o gol em menos de cinquenta minutos, transformando desvantagem em vitória e conduzindo o time alvinegro à quinta conquista seguida no Brasileirão. É o tipo de noite que lembra que sequências se constroem exatamente nos momentos em que o roteiro parecia escrito para o adversário.
Gabigol brilha no Morumbis e Santos vira sobre São Paulo para quinta vitória seguida
Gabigol marcou duas vezes em menos de cinquenta minutos
Como Gabigol conseguiu marcar duas vezes em menos de cinquenta minutos? Parece quase improvável.
Ele aproveitou espaços que o São Paulo deixou aberto. No primeiro gol, foi um cabeceio rápido após cruzamento pela esquerda. No segundo, roubou a bola no meio e finalizou em contra-ataque. A sequência dele é real — seis gols em cinco jogos.
Mas vale notar que essa sequência começou quando Neymar se lesionou. Não sabemos se Gabigol teria os mesmos números com o camisa 10 em campo. É uma correlação, não uma explicação completa.
E quanto ao São Paulo? Primeira derrota em casa desde março é significativo?
Muito. Eles vinham bem no Morumbis, vencendo times fortes. Essa derrota quebra uma sequência importante e os deixa em 11ª posição, sete pontos acima do rebaixamento.
Embora seja importante dizer que o São Paulo ainda está relativamente seguro da zona de rebaixamento. Não é uma crise, é mais uma queda de rendimento.
Diógenes fez defesas importantes no final. Ele foi decisivo?
Sim. Duas defesas espetaculares nos acréscimos salvaram o Santos do empate. Sem ele, o resultado seria diferente.
Verdade, mas também é justo reconhecer que o São Paulo criou oportunidades reais. Não foi uma vitória do Santos por superioridade técnica, foi mais por aproveitar as chances e ter um goleiro em dia.
O que esperar dos próximos jogos?
O Santos enfrenta o Flamengo, que lidera. É um teste real. O São Paulo joga contra o Cruzeiro, que também está em dificuldades. Ambos precisam de pontos.
El Pulso
- O São Paulo abriu o placar de pênalti e parecia confortável em casa, mas a vantagem durou apenas 94 segundos antes de Gabigol cabecear o empate no cantinho.
- A estreia de Coutinho pelo Santos acendeu a jogada da virada: ele dominou girando, distribuiu para Cebolinha, e Gabigol finalizou seu segundo gol da noite logo no início do segundo tempo.
- O goleiro Diógenes salvou o São Paulo de uma goleada com duas defesas espetaculares nos minutos finais, mas não foi suficiente para evitar a primeira derrota em casa desde março.
- Gabigol chega a seis gols em cinco jogos e três assistências numa sequência que coincide com a lesão de Neymar, assumindo o protagonismo ofensivo do Santos.
- Santos sobe para sétimo com 41 pontos e mira o líder Flamengo na quinta-feira; São Paulo, na 11ª posição, precisa se recuperar contra o Cruzeiro um dia antes.
No Morumbis, onde o São Paulo havia construído uma fortaleza doméstica, o Santos de Gabigol inverteu a ordem do clássico com a velocidade de quem sabe que o futebol é feito de lampejos e reações. Duas vezes o atacante encontrou o gol em menos de cinquenta minutos, transformando desvantagem em vitória e conduzindo o time alvinegro à quinta conquista seguida no Brasileirão. É o tipo de noite que lembra que sequências se constroem exatamente nos momentos em que o roteiro parecia escrito para o adversário.
No Morumbis, na noite de sexta-feira, o Santos reescreveu o roteiro de um clássico que começava desfavorável. O São Paulo criou perigo desde os primeiros minutos, e aos 34 minutos Luciano converteu um pênalti marcado após revisão do VAR — Lucas Veríssimo havia puxado Ryan Francisco na área. A vantagem tricolor, porém, durou menos de dois minutos.
O Santos saiu rápido da defesa, trocou passes pela esquerda e Escobar cruzou para Gabigol cabecear no cantinho: 1 a 1. O empate acalmou o jogo brevemente, mas uma confusão surgiu quando o goleiro Diógenes acertou o rosto de Iago com um soco ao afastar a bola, resultando em cartão amarelo para Luciano.
No segundo tempo, a virada veio com a marca da estreia de Coutinho. Oliva roubou a bola no meio e acionou o meia, que dominou girando e passou para Cebolinha abrir na ponta. Gabigol recebeu, tirou Rafael Toloi da jogada e marcou seu segundo gol da noite, aos nove minutos da etapa final. O atacante chegou a seis gols em cinco partidas, além de três assistências — sequência que coincide com a ausência de Neymar, lesionado na Copa do Brasil.
O São Paulo tentou reagir, mas Diógenes foi decisivo com duas defesas espetaculares nos minutos finais, garantindo o 2 a 1. Para Dorival Júnior, foi a primeira derrota em casa desde 21 de março. O Santos, agora em sétimo com 41 pontos, enfrenta o líder Flamengo na quinta-feira na Vila Belmiro. O São Paulo, na 11ª posição com 36 pontos, joga antes, na quarta-feira, contra o Cruzeiro em Belo Horizonte.
No Morumbis, na noite de sexta-feira, o Santos reescreveu o roteiro de um clássico que começava com o São Paulo na frente. Gabigol, em noite de inspiração, marcou duas vezes em menos de cinquenta minutos, transformando uma desvantagem inicial em vitória por 2 a 1 e levando o time alvinegro à quinta conquista consecutiva no Brasileirão. O resultado colocou o Santos em sétimo lugar com 41 pontos, enquanto o São Paulo permaneceu na 11ª colocação com 36 pontos.
O jogo começou com o São Paulo criando perigo logo nos primeiros minutos. Cebolinha arriscou de longe aos três minutos, e o goleiro Coronel — que entrou de última hora no lugar de Rafael, que sofreu um problema na coluna durante o aquecimento — quase viu a bola entrar. O Santos respondeu com Artur testando Diógenes, que fez boa defesa. Mas foi o São Paulo quem abriu o placar. Aos 30 minutos, Lucas Veríssimo tentou afastar com um chutão, a bola voltou para trás, e na disputa com Ryan Francisco, o zagueiro puxou o atacante tricolor. O árbitro foi chamado pelo VAR e assinalou pênalti, convertido por Luciano aos 34 minutos.
A vantagem do São Paulo durou apenas 94 segundos. O Santos saiu rápido da defesa, trocou passes pela esquerda, Escobar cruzou e Gabigol cabeceou no cantinho para igualar. O empate acalmou o jogo por alguns minutos, mas aos 39 minutos houve uma confusão quando o goleiro Diógenes acertou o rosto de Iago com um soco ao afastar a bola. Luciano levou cartão amarelo pelo lance.
No segundo tempo, o Santos virou. Oliva roubou a bola no meio, acelerou para Coutinho, que fazia sua estreia pelo time alvinegro. O meia dominou girando e passou para Cebolinha, que abriu na ponta para Gabigol. O atacante tirou Rafael Toloi da jogada e finalizou para marcar seu segundo gol da noite, aos nove minutos da etapa final. Gabigol chegou ao sexto gol em cinco jogos, também distribuindo três assistências. Essa sequência brilhante coincide com a ausência de Neymar, lesionado nas quartas de final da Copa do Brasil contra o Palmeiras.
O São Paulo tentou reagir, mas esbarrou na defesa santista. Artur bateu colocado no ângulo aos 43 minutos, e Diógenes fez uma defesa espetacular. Nos acréscimos, o goleiro do Santos fez outra defesa incrível em chute de Danielzinho, garantindo a vitória. Para o técnico Dorival Júnior, foi a primeira derrota no Morumbis desde 21 de março. O São Paulo havia vencido Bragantino, Atlético-MG e Internacional após a derrota para a Chapecoense em agosto, mas perdeu clássicos para Palmeiras e agora para o Santos.
Os próximos compromissos trazem desafios importantes. O Santos volta a campo na quinta-feira contra o líder Flamengo, na Vila Belmiro, às 19h30. O São Paulo joga um dia antes, na quarta-feira, contra o Cruzeiro em Belo Horizonte, às 21h30. Ambos buscam recuperação na tabela, mas o Santos segue em trajetória ascendente enquanto o São Paulo tenta se reencontrar.
Citas Notables
Gabigol chegou ao sexto gol nos últimos cinco jogos da equipe alvinegra, também distribuindo três assistências— Dados da partida