Motorola aposta em tela grande interna (8,1") com stylus incluída; Samsung oferece formato mais compacto tipo passaporte com tela externa mais larga (10:16). Ambos têm desempenho excelente com chips Snapdragon de última geração e bateria superior a 20 horas; câmeras versáteis, mas Motorola teve problemas com ajustes de cor.
G1 testa Moto Razr Fold e Galaxy Z Fold8: o que só celulares dobráveis conseguem fazer
Há coisas que só os dobráveis conseguem fazer
Por que alguém pagaria R$ 16 mil em um celular dobrável quando pode comprar um smartphone convencional por uma fração disso?
Porque há coisas que só os dobráveis conseguem fazer bem. A multitarefa é muito mais natural com uma tela grande aberta. E o formato permite usar o celular como tripé, ou tirar selfies com a câmera principal usando a tela como espelho.
Mas as câmeras ainda têm problemas, certo? O Motorola confundiu cores em algumas fotos.
Sim, a qualidade das fotos é o principal problema dos dobráveis ainda. O Motorola teve dificuldades com ajustes de cor em modo automático, enquanto o Samsung foi mais consistente.
E quanto à durabilidade? Aquele vinco na tela interna não é preocupante?
É um problema real. No Samsung é mais discreto, no Motorola é bem visível. Mas em 2026 os dobráveis são muito mais confiáveis que nas gerações anteriores.
Qual é a diferença prática entre os dois em termos de uso diário?
O Samsung é mais compacto e confortável de segurar aberto. O Motorola é maior, mais pesado, mas oferece a caneta stylus incluída, que custa R$ 900 avulsa.
A bateria realmente dura mais de 20 horas?
Sim, ambos passaram de 20 horas usando apenas a tela externa. Quando você abre a tela grande, o consumo é maior, mas ainda é respeitável.
E o desempenho? Há diferença significativa entre os chips?
Não. Ambos usam Snapdragon de última geração e não apresentaram lentidão ou travamentos. O Motorola teve pequena vantagem em testes de vídeo.
Então qual você recomendaria?
Depende do uso. Se quer produtividade e não se importa com tamanho, o Razr Fold. Se quer algo mais prático e câmera mais consistente, o Galaxy Z Fold8.
Il Polso
- Motorola Razr Fold custa R$ 16 mil; Samsung Galaxy Z Fold8 sai a partir de R$ 12,6 mil
- Razr Fold tem tela interna de 8,1 polegadas e externa de 6,6 polegadas; Z Fold8 tem formato mais compacto tipo passaporte
- Ambos têm bateria superior a 20 horas e chips Snapdragon de última geração
- Motorola inclui caneta stylus (Moto Pen Ultra) que custa R$ 900 avulsa
- Apple lançará iPhone Duo no Brasil em 23 de outubro com preços entre R$ 22 mil e R$ 31 mil
Motorola aposta em tela grande interna (8,1") com stylus incluída; Samsung oferece formato mais compacto tipo passaporte com tela externa mais larga (10:16). Ambos têm desempenho excelente com chips Snapdragon de última geração e bateria superior a 20 horas; câmeras versáteis, mas Motorola teve problemas com ajustes de cor.
G1 testou dois celulares dobráveis lançados em 2026: Motorola Razr Fold (R$ 16 mil) e Samsung Galaxy Z Fold8 (a partir de R$ 12,6 mil), comparando design, câmeras, multitarefas, desempenho e bateria.
Dois celulares dobráveis chegaram às lojas brasileiras em 2026 com propostas bem diferentes. O Motorola Razr Fold custa cerca de R$ 16 mil e aposta em telas grandes tanto por dentro quanto por fora, com foco em produtividade e acompanhado de uma caneta stylus. O Samsung Galaxy Z Fold8 sai a partir de R$ 12,6 mil e segue um formato mais compacto, lembrando um passaporte. A redação do Guia de Compras testou os dois aparelhos durante semanas, avaliando design, câmeras, capacidade de multitarefa, desempenho e bateria para entender o que apenas celulares dobráveis conseguem fazer — ou fazem melhor que os convencionais.
O Razr Fold mede 160,1 x 144,5 x 4,7 milímetros aberto e pesa 243 gramas, sendo maior e mais pesado que o rival. Sua tela interna tem 8,1 polegadas, enquanto a externa mede 6,6 polegadas. O Galaxy Z Fold8, por sua vez, tem 161,4 x 123,9 x 4,5 milímetros quando aberto e pesa 201 gramas. A diferença mais notável está na proporção das telas: no Samsung, a tela externa segue proporção 10:16, excelente para fotografar com o celular fechado, enquanto aberto fica em 4:3, mais confortável para vídeos e organização de apps. No Motorola, a tela externa é mais alongada, em proporção 9:21, próxima à de celulares tradicionais, e a interna é quase quadrada em 8:7,2. Ambos sofrem com o clássico problema dos dobráveis: o vinco visível na tela interna, mais discreto no Samsung e mais aparente no Motorola. As marcas de dedo também aparecem com frequência em ambos, devido ao acabamento brilhante das telas internas.
A multitarefa é onde os dobráveis realmente se destacam. Dividir a tela entre aplicativos — câmera e galeria, ou um site e bloco de notas — funciona muito bem nos dois. O Razr Fold leva vantagem neste quesito porque sua tela interna é compatível com a Moto Pen Ultra, uma caneta bluetooth com bateria recarregável que vem na caixa. Uma caneta avulsa custa cerca de R$ 900. O Galaxy Z Fold8 não oferece suporte a stylus, mas sua tela externa mais larga proporciona mais espaço de trabalho prático.
Em desempenho, ambos usam chips de última geração — o Samsung com Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy e o Motorola com Snapdragon 8 Gen 5. Nenhum apresentou lentidão ou travamentos durante o uso. O Z Fold8 traz 12 gigabytes de RAM com opções de armazenamento de 256 gigabytes, 512 gigabytes ou 1 terabyte. O Razr Fold oferece 16 gigabytes de RAM e 1 terabyte de armazenamento. Nos testes de vídeo, o Motorola teve pequena vantagem. Quanto à bateria, o Razr Fold tem 6 mil mAh enquanto o Galaxy Z Fold8 tem 4.800 mAh. Nos testes usando apenas a tela externa, ambos ultrapassaram 20 horas de autonomia: 20 horas e 47 minutos no Razr e 20 horas e 12 minutos no Galaxy. A diferença, mesmo com baterias de tamanhos distintos, reflete como cada fabricante otimiza seu sistema para economizar energia.
As câmeras representam o ponto mais fraco dos dobráveis. O Galaxy Z Fold8 tem duas câmeras traseiras de 50 megapixels — uma grande angular e uma principal. O Razr Fold tem três lentes traseiras, também com 50 megapixels cada — principal, telefoto e grande angular. Ambos oferecem zoom óptico, 2x no Samsung e 3x no Motorola, além de modo Pro para ajustes manuais. Com iluminação correta, os dois produzem fotos equilibradas em brilho, contraste e exposição. Porém, o Motorola abusou do alto contraste dinâmico em algumas cenas e confundiu cores em outras, como no modo retrato de uma estátua e em fotos na frente do Museu Paulista em São Paulo, onde o amarelo da fachada ficou distante da realidade. As câmeras de selfie são duplas em ambos — 32 megapixels interna e 20 megapixels externa no Motorola, 10 megapixels em ambas no Samsung. Usar a câmera principal como selfie, com a tela aberta servindo de espelho, produz resultados melhores, mas exige prática. O Motorola oferece a Foto Guiada, que permite pedir a um terceiro que tire sua foto em um local turístico encaixando você na paisagem capturada. O Samsung oferece o Fancam, que usa inteligência artificial para editar vídeos focando em uma pessoa e gerar cortes para redes sociais.
O formato dobrável também permite usos criativos com as câmeras. O Razr Fold pode ser dobrado parcialmente e usado como apoio para fotografar e filmar, funcionando como um tripé improvisado. Ambos os aparelhos são mais versáteis que smartphones convencionais neste aspecto, permitindo ângulos e composições que seriam difíceis de conseguir de outra forma.
Em 2026, os celulares dobráveis são uma opção mais confiável que em gerações anteriores, apesar dos preços elevados. O Z Fold8 marca a primeira aposta da Samsung neste formato menor, similar ao que a Apple adotou no iPhone Duo, que será lançado no Brasil em 23 de outubro com preços começando em R$ 22 mil e chegando até R$ 31 mil. O Razr Fold é também o primeiro modelo grande da Motorola nesta categoria, já que até 2025 a fabricante tinha apenas aparelhos no formato flip. Rumores indicam que a Motorola deve lançar um dobrável no formato passaporte nos próximos meses, expandindo sua linha neste segmento.
Citazioni salienti
Há coisas que só os celulares dobráveis conseguem fazer – ou melhoram o que já existe— Guia de Compras da G1
Os celulares dobráveis, apesar de caros, são uma opção mais confiável em 2026 comparados com as gerações anteriores— Conclusão do teste da G1