G1 testa Moto Razr Fold e Galaxy Z Fold8: o que só celulares dobráveis conseguem fazer

Há coisas que só os dobráveis conseguem fazer
A redação testou dois modelos para entender as vantagens reais dos celulares dobráveis em 2026.
Mark

Por que alguém pagaria R$ 16 mil em um celular dobrável quando pode comprar um smartphone convencional por uma fração disso?

Mimi

Porque há coisas que só os dobráveis conseguem fazer bem. A multitarefa é muito mais natural com uma tela grande aberta. E o formato permite usar o celular como tripé, ou tirar selfies com a câmera principal usando a tela como espelho.

Luke

Mas as câmeras ainda têm problemas, certo? O Motorola confundiu cores em algumas fotos.

Mimi

Sim, a qualidade das fotos é o principal problema dos dobráveis ainda. O Motorola teve dificuldades com ajustes de cor em modo automático, enquanto o Samsung foi mais consistente.

Mark

E quanto à durabilidade? Aquele vinco na tela interna não é preocupante?

Mimi

É um problema real. No Samsung é mais discreto, no Motorola é bem visível. Mas em 2026 os dobráveis são muito mais confiáveis que nas gerações anteriores.

Luke

Qual é a diferença prática entre os dois em termos de uso diário?

Mimi

O Samsung é mais compacto e confortável de segurar aberto. O Motorola é maior, mais pesado, mas oferece a caneta stylus incluída, que custa R$ 900 avulsa.

Mark

A bateria realmente dura mais de 20 horas?

Mimi

Sim, ambos passaram de 20 horas usando apenas a tela externa. Quando você abre a tela grande, o consumo é maior, mas ainda é respeitável.

Luke

E o desempenho? Há diferença significativa entre os chips?

Mimi

Não. Ambos usam Snapdragon de última geração e não apresentaram lentidão ou travamentos. O Motorola teve pequena vantagem em testes de vídeo.

Mark

Então qual você recomendaria?

Mimi

Depende do uso. Se quer produtividade e não se importa com tamanho, o Razr Fold. Se quer algo mais prático e câmera mais consistente, o Galaxy Z Fold8.

  • Motorola Razr Fold custa R$ 16 mil; Samsung Galaxy Z Fold8 sai a partir de R$ 12,6 mil
  • Razr Fold tem tela interna de 8,1 polegadas e externa de 6,6 polegadas; Z Fold8 tem formato mais compacto tipo passaporte
  • Ambos têm bateria superior a 20 horas e chips Snapdragon de última geração
  • Motorola inclui caneta stylus (Moto Pen Ultra) que custa R$ 900 avulsa
  • Apple lançará iPhone Duo no Brasil em 23 de outubro com preços entre R$ 22 mil e R$ 31 mil

Motorola aposta em tela grande interna (8,1") com stylus incluída; Samsung oferece formato mais compacto tipo passaporte com tela externa mais larga (10:16). Ambos têm desempenho excelente com chips Snapdragon de última geração e bateria superior a 20 horas; câmeras versáteis, mas Motorola teve problemas com ajustes de cor.

G1 testou dois celulares dobráveis lançados em 2026: Motorola Razr Fold (R$ 16 mil) e Samsung Galaxy Z Fold8 (a partir de R$ 12,6 mil), comparando design, câmeras, multitarefas, desempenho e bateria.

Dois celulares dobráveis chegaram às lojas brasileiras em 2026 com propostas bem diferentes. O Motorola Razr Fold custa cerca de R$ 16 mil e aposta em telas grandes tanto por dentro quanto por fora, com foco em produtividade e acompanhado de uma caneta stylus. O Samsung Galaxy Z Fold8 sai a partir de R$ 12,6 mil e segue um formato mais compacto, lembrando um passaporte. A redação do Guia de Compras testou os dois aparelhos durante semanas, avaliando design, câmeras, capacidade de multitarefa, desempenho e bateria para entender o que apenas celulares dobráveis conseguem fazer — ou fazem melhor que os convencionais.

O Razr Fold mede 160,1 x 144,5 x 4,7 milímetros aberto e pesa 243 gramas, sendo maior e mais pesado que o rival. Sua tela interna tem 8,1 polegadas, enquanto a externa mede 6,6 polegadas. O Galaxy Z Fold8, por sua vez, tem 161,4 x 123,9 x 4,5 milímetros quando aberto e pesa 201 gramas. A diferença mais notável está na proporção das telas: no Samsung, a tela externa segue proporção 10:16, excelente para fotografar com o celular fechado, enquanto aberto fica em 4:3, mais confortável para vídeos e organização de apps. No Motorola, a tela externa é mais alongada, em proporção 9:21, próxima à de celulares tradicionais, e a interna é quase quadrada em 8:7,2. Ambos sofrem com o clássico problema dos dobráveis: o vinco visível na tela interna, mais discreto no Samsung e mais aparente no Motorola. As marcas de dedo também aparecem com frequência em ambos, devido ao acabamento brilhante das telas internas.

A multitarefa é onde os dobráveis realmente se destacam. Dividir a tela entre aplicativos — câmera e galeria, ou um site e bloco de notas — funciona muito bem nos dois. O Razr Fold leva vantagem neste quesito porque sua tela interna é compatível com a Moto Pen Ultra, uma caneta bluetooth com bateria recarregável que vem na caixa. Uma caneta avulsa custa cerca de R$ 900. O Galaxy Z Fold8 não oferece suporte a stylus, mas sua tela externa mais larga proporciona mais espaço de trabalho prático.

Em desempenho, ambos usam chips de última geração — o Samsung com Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy e o Motorola com Snapdragon 8 Gen 5. Nenhum apresentou lentidão ou travamentos durante o uso. O Z Fold8 traz 12 gigabytes de RAM com opções de armazenamento de 256 gigabytes, 512 gigabytes ou 1 terabyte. O Razr Fold oferece 16 gigabytes de RAM e 1 terabyte de armazenamento. Nos testes de vídeo, o Motorola teve pequena vantagem. Quanto à bateria, o Razr Fold tem 6 mil mAh enquanto o Galaxy Z Fold8 tem 4.800 mAh. Nos testes usando apenas a tela externa, ambos ultrapassaram 20 horas de autonomia: 20 horas e 47 minutos no Razr e 20 horas e 12 minutos no Galaxy. A diferença, mesmo com baterias de tamanhos distintos, reflete como cada fabricante otimiza seu sistema para economizar energia.

As câmeras representam o ponto mais fraco dos dobráveis. O Galaxy Z Fold8 tem duas câmeras traseiras de 50 megapixels — uma grande angular e uma principal. O Razr Fold tem três lentes traseiras, também com 50 megapixels cada — principal, telefoto e grande angular. Ambos oferecem zoom óptico, 2x no Samsung e 3x no Motorola, além de modo Pro para ajustes manuais. Com iluminação correta, os dois produzem fotos equilibradas em brilho, contraste e exposição. Porém, o Motorola abusou do alto contraste dinâmico em algumas cenas e confundiu cores em outras, como no modo retrato de uma estátua e em fotos na frente do Museu Paulista em São Paulo, onde o amarelo da fachada ficou distante da realidade. As câmeras de selfie são duplas em ambos — 32 megapixels interna e 20 megapixels externa no Motorola, 10 megapixels em ambas no Samsung. Usar a câmera principal como selfie, com a tela aberta servindo de espelho, produz resultados melhores, mas exige prática. O Motorola oferece a Foto Guiada, que permite pedir a um terceiro que tire sua foto em um local turístico encaixando você na paisagem capturada. O Samsung oferece o Fancam, que usa inteligência artificial para editar vídeos focando em uma pessoa e gerar cortes para redes sociais.

O formato dobrável também permite usos criativos com as câmeras. O Razr Fold pode ser dobrado parcialmente e usado como apoio para fotografar e filmar, funcionando como um tripé improvisado. Ambos os aparelhos são mais versáteis que smartphones convencionais neste aspecto, permitindo ângulos e composições que seriam difíceis de conseguir de outra forma.

Em 2026, os celulares dobráveis são uma opção mais confiável que em gerações anteriores, apesar dos preços elevados. O Z Fold8 marca a primeira aposta da Samsung neste formato menor, similar ao que a Apple adotou no iPhone Duo, que será lançado no Brasil em 23 de outubro com preços começando em R$ 22 mil e chegando até R$ 31 mil. O Razr Fold é também o primeiro modelo grande da Motorola nesta categoria, já que até 2025 a fabricante tinha apenas aparelhos no formato flip. Rumores indicam que a Motorola deve lançar um dobrável no formato passaporte nos próximos meses, expandindo sua linha neste segmento.

Há coisas que só os celulares dobráveis conseguem fazer – ou melhoram o que já existe
— Guia de Compras da G1
Os celulares dobráveis, apesar de caros, são uma opção mais confiável em 2026 comparados com as gerações anteriores
— Conclusão do teste da G1
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