No coração de uma das instituições mais poderosas do Brasil, o ministro Luiz Fux ergueu a voz não contra uma decisão, mas contra uma forma de decidir — ou de adiar decisões. Ao criticar os pedidos de vista e as mudanças de pauta no plenário do STF, Fux tocou em algo mais profundo do que a burocracia: a tensão entre a deliberação cuidadosa que a justiça exige e a velocidade que a sociedade demanda. O episódio, desencadeado pelo pedido de vista de Alexandre de Moraes sobre a imunidade do ITBI para empresas imobiliárias, revelou que até os guardiões da lei precisam guardar a própria casa.