No Brasil, onde o futebol é quase uma religião cívica, a filiação clubística de candidatos presidenciais deixou de ser curiosidade biográfica para se tornar estratégia eleitoral deliberada. Desde a doação simbólica de Lula ao Corinthians até Bolsonaro vestindo camisas de dezenas de times, a fronteira entre paixão esportiva e cálculo político revela algo mais profundo sobre como identidades coletivas moldam escolhas democráticas. A pergunta que nenhuma pesquisa ainda ousou fazer com rigor científico permanece suspensa no ar: o coração que bate por um clube também decide por quem votar?