Na Baixada Santista, onde o mar encontra a periferia urbana, a CPFL concluiu uma operação que trouxe à superfície aquilo que a rede elétrica já sentia: 873 casos de furto de energia em Santos, São Vicente e Praia Grande, com 1,5 milhão de quilowatts-hora recuperados. Praia Grande concentrou mais de 70% das irregularidades, revelando não uma falha dispersa, mas um problema com raízes geográficas definidas. A operação chega num momento em que a lei também se endureceu — a pena máxima para furto de energia subiu de quatro para seis anos de reclusão em 2026 —, sinalizando que a sociedade começa a