Em um momento em que o debate sobre a infância digital deixou de ser acadêmico para se tornar urgência legislativa, a França tornou-se o primeiro país da União Europeia a transformar em lei a exclusão de menores de 15 anos das grandes redes sociais. O Parlamento aprovou a medida com votação quase unânime, fixando setembro de 2026 como o marco a partir do qual Instagram, TikTok, Facebook e Snapchat deixarão de ser acessíveis a adolescentes mais jovens. O gesto francês não é isolado — é a cristalização europeia de uma tendência global que reconhece os limites da autorregulação e aposta na força