Em Paris, Emmanuel Macron reuniu líderes políticos franceses diante de uma constatação que raramente se enuncia com tanta clareza: a França havia se tornado alvo direto de ataques híbridos russos. Sem declarar guerra e sem nomear batalhas, o presidente convocou o país a reconhecer que o conflito do século XXI habita as sombras — nos cabos de fibra óptica, nas redes sociais e nas salas de servidores — e que resistir a ele exige tanto unidade política quanto capacidade técnica. A convocação não anunciava uma crise aguda, mas algo talvez mais perturbador: a normalização de uma ameaça permanente q