França deteta novo caso de hantavírus transmissível entre humanos

Uma mulher francesa infetada no surto do MV Hondius recebeu alta após quase três meses de internamento em cuidados intensivos; três pessoas morreram no surto anterior.
A única estirpe conhecida por se transmitir entre pessoas
A variante andina do hantavírus distingue-se das outras porque consegue propagar-se diretamente de humano para humano.
Mark

Por que é que a estirpe andina é tão diferente das outras variantes do hantavírus?

Mimi

É a única que consegue passar de pessoa para pessoa. As outras precisam de contacto com roedores infetados. Isso muda completamente a forma como as autoridades têm de responder.

Mark

Se o homem está assintomático, como é que sabem que está infetado?

Mimi

Os testes confirmaram a infeção. Assintomático não significa que não tenha o vírus — significa que o seu corpo está a controlá-lo neste momento, mas ainda pode ser contagioso.

Mark

Qual é a ligação entre este caso e o navio de cruzeiro?

Mimi

Aparentemente não há nenhuma. O surto do MV Hondius foi declarado terminado há semanas. Este é um caso novo, separado, que surgiu durante uma viagem turística normal.

Mark

E se este caso se espalhar em França?

Mimi

Por isso é que estão a rastrear todos os contactos e a coordenar com outros países europeus. Sem vacina ou tratamento específico, a contenção é tudo o que têm.

Mark

A mulher que saiu do hospital — vai recuperar completamente?

Mimi

Passou quase três meses em cuidados intensivos. Agora está numa unidade de convalescença. Ninguém sabe ainda qual será o impacto a longo prazo.

  • A estirpe andina do hantavírus regressou à Europa num viajante que atravessou França em julho, reacendendo a atenção das autoridades sanitárias internacionais.
  • Ao contrário das outras variantes do vírus, esta pode transmitir-se diretamente entre humanos, o que eleva o nível de alerta muito além de um caso isolado.
  • As autoridades francesas estão a mapear cada local visitado pelo paciente, numa corrida contra o tempo para identificar quem pode ter sido exposto.
  • A coordenação europeia foi ativada sem que exista ainda qualquer tratamento específico — os doentes dependem apenas de cuidados de suporte enquanto o organismo tenta vencer o vírus.
  • No mesmo dia, uma nota de esperança: a última sobrevivente grave do surto do MV Hondius recebeu alta dos cuidados intensivos após quase três meses internada em Paris.

No cruzamento entre fronteiras e vírus, a França confirmou um novo caso da estirpe andina do hantavírus — a única variante conhecida por passar diretamente de pessoa a pessoa — num cidadão franco-argentino que percorreu o país em julho. O paciente, hoje assintomático e isolado com a família em Espanha, não parece ter qualquer ligação ao surto mortal do navio MV Hondius, encerrado pela OMS há poucas semanas. Sem vacina nem antiviral disponível, a resposta assenta na vigilância, no rastreio de contactos e numa coordenação silenciosa mas urgente entre autoridades europeias.

As autoridades de saúde francesas confirmaram na quinta-feira um novo caso da variante andina do hantavírus num cidadão franco-argentino que visitou França no final de julho. O diagnóstico foi validado pelo Centro Nacional de Referência para o Hantavírus, ligado ao Instituto Pasteur. O homem apresentou sintomas ligeiros inicialmente, encontra-se agora assintomático e permanece isolado com a família em Espanha.

As autoridades estão a reconstituir o percurso do paciente em território francês para identificar possíveis contactos. Um painel de especialistas reuniu-se com a Direção-Geral de Saúde para definir a estratégia de resposta, e está em curso uma coordenação ao nível europeu. Até ao momento, não foi encontrada qualquer ligação a o surto da primavera no navio de cruzeiro MV Hondius, que partiu da Argentina em abril, causou três mortes e pelo menos treze infetados, e foi declarado encerrado pela OMS em julho.

O que torna esta estirpe particularmente preocupante é a sua singularidade: ao contrário das outras formas do hantavírus, que se transmitem através de roedores infetados, a variante andina é a única capaz de passar diretamente de pessoa para pessoa. Não existe vacina nem antiviral específico; o tratamento resume-se a cuidados de suporte.

No mesmo dia do anúncio, o Ministério da Saúde partilhou uma notícia mais alentadora: uma mulher reformada, repatriada em maio em estado grave após o surto do MV Hondius, recebeu alta dos cuidados intensivos de um hospital parisiense depois de quase três meses internada, sendo transferida para uma unidade de convalescença.

As autoridades de saúde francesas confirmaram, na quinta-feira, um novo caso da variante andina do hantavírus num cidadão franco-argentino que passou por território francês no final de julho. O diagnóstico foi validado pelo Centro Nacional de Referência para o Hantavírus, ligado ao Instituto Pasteur, e comunicado pelo Ministério da Saúde francês.

O homem apresentou inicialmente sintomas ligeiros e encontra-se agora sem qualquer manifestação da doença. Após a sua viagem turística por França, isolou-se com a família em Espanha, onde permanece. As autoridades francesas estão neste momento a mapear todos os locais por onde o paciente circulou durante a sua permanência no país, com o objetivo de identificar possíveis contactos e avaliar que medidas de saúde pública devem ser implementadas.

Um painel de especialistas científicos reuniu-se com a Direção-Geral de Saúde e as autoridades de saúde pública francesas para definir a estratégia de resposta a este caso importado. O Ministério indicou que está também em curso uma coordenação ao nível europeu para gerir a situação. Até ao momento, as autoridades francesas não encontraram qualquer ligação entre este novo caso e o surto que ocorreu na primavera a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, que partiu da Argentina em abril. Nesse surto anterior, três pessoas morreram e pelo menos treze foram infetadas. A Organização Mundial da Saúde declarou esse episódio encerrado no início de julho, depois de a última pessoa em quarentena ter sido liberada.

A variante andina do hantavírus distingue-se das outras estirpes porque é a única conhecida por se transmitir diretamente entre pessoas. As outras formas do vírus propagam-se habitualmente através do contacto com roedores infetados ou com as suas secreções. Esta característica torna a estirpe andina particularmente monitorizada pelas autoridades sanitárias internacionais. Atualmente, não existe vacina nem medicamento antiviral específico para tratar a infeção; os doentes são tratados principalmente com cuidados de suporte enquanto o corpo combate o vírus.

No mesmo dia do anúncio do novo caso, o Ministério da Saúde francês divulgou uma notícia mais positiva: uma mulher francesa que tinha sido infetada durante o surto do MV Hondius recebeu alta da unidade de cuidados intensivos. A paciente, uma mulher reformada, tinha sido repatriada em maio em estado grave, juntamente com outros quatro cidadãos franceses que não desenvolveram a doença. Após quase três meses internada num hospital de Paris, foi transferida para uma unidade de convalescença. O Ministério reafirmou que, até à data, não foi estabelecida qualquer conexão entre o novo caso detetado no viajante franco-argentino e o surto anterior no navio.

Um grupo de peritos científicos reuniu-se para determinar o curso de ação adequado e as medidas de gestão a implementar em relação a este caso importado
— Ministério da Saúde francês
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