Em democracias consolidadas como Estados Unidos, Alemanha, França e Reino Unido, magistrados das cortes supremas respondem à justiça comum como qualquer cidadão — princípio que ancora a ideia de que ninguém está acima da lei que aplica. O Brasil, ao confiar ao próprio STF o julgamento de seus ministros, escolheu um caminho distinto, justificado por seus defensores como proteção contra influências externas, mas que carrega a tensão filosófica de um tribunal que, ao mesmo tempo, cria e aplica suas próprias regras de responsabilização. A questão que persiste não é apenas jurídica: é sobre onde um