Foo Fighters fecha 1ª noite do Rock in Rio com Dave Grohl em boa forma

A única canção lançada pelas duas bandas de Grohl
"Marigold" conecta Nirvana e Foo Fighters, aparecendo em ambas as discografias de forma única.
Mark

Por que um show de encerramento de primeira noite é importante? Parece um detalhe de programação.

Mimi

Porque é o último momento que o público leva para casa. É quando a memória do dia se fixa. O Foo Fighters teve quase cem mil pessoas — é responsabilidade.

Luke

Mas como sabemos que foi "seguro" e "previsível"? Isso é avaliação do crítico ou fato verificável?

Mimi

É avaliação. O setlist mudou em relação a 2023, incluiu "Marigold" que não estava lá. Mas a estrutura — "All My Life" no começo, "Everlong" no final — permanece.

Mark

E a voz de Grohl? O texto menciona problemas médicos anteriores.

Mimi

Aos 57 anos, ele cantou o show inteiro. Não há relato de falhas ou dificuldades. Mas o texto também brinca que mascava chiclete o tempo todo, o que não é ideal para a voz.

Luke

Exatamente. "Provou estar em boa forma" é uma conclusão. O que sabemos é que ele cantou. Se houve problemas, não foram documentados.

Mark

E essa história de "Marigold" ser a única canção em duas bandas dele?

Mimi

É verdade. Apareceu em "Pocketwatch" em 1992, o Nirvana gravou em 1993, e depois saiu ao vivo em 2006. Nenhuma outra canção aparece nas duas discografias.

Luke

Mas por que isso importa? Por que deveria ser "mais celebrada"?

Mimi

Porque conecta as duas fases da vida musical dele. Nirvana e Foo Fighters são capítulos diferentes. Uma canção que pertence aos dois é rara.

Mark

E o novo baterista, Ilan Rubin? Como foi a transição?

Mimi

O texto diz que ele foi "correto em sua função". Entrou em 2025 após Josh Freese sair. Não há crítica ou elogio específico — apenas que fez seu trabalho.

Luke

Então não sabemos realmente como foi recebido ou se houve alguma diferença sonora perceptível?

Mimi

Não. O texto não oferece detalhes sobre isso. Apenas registra a mudança.

  • Com quase cem mil pessoas no Palco Mundo, a expectativa era alta — e Grohl, mascando chiclete e com a voz intacta aos 57 anos, entregou um show sólido, se não inesperado.
  • A inclusão de 'Marigold', composta às escondidas para não acordar Kurt Cobain e gravada pelo Nirvana em 1993, trouxe um peso emocional que a plateia talvez não tenha dimensionado por completo.
  • A troca de bateristas — Ilan Rubin no lugar de Josh Freese — e a dedicação de 'Aurora' a Taylor Hawkins mantiveram viva a tensão entre continuidade e perda que acompanha a banda desde 2022.
  • Escolhas como 'Stacked Actors' e 'Window' esfriaram momentos do show, enquanto 'Exhausted', pedida por um fã e tocada pela primeira vez no Brasil, foi o maior improviso da noite.
  • A banda retorna ao país em 2027 com shows em Belo Horizonte e São Paulo, confirmando que sua relação com o Brasil é menos visita e mais rotina.

Há bandas que envelhecem e há bandas que sedimentam — o Foo Fighters parece ter escolhido o segundo caminho. Na noite de sexta-feira, diante de quase cem mil pessoas no Rock in Rio 2026, Dave Grohl, aos 57 anos, encerrou a primeira jornada do festival com uma performance que não surpreendeu, mas tampouco decepcionou, revelando uma banda que conhece seu lugar na história do rock e o ocupa com segurança. Entre baladas carregadas de memória e a sombra sempre presente de Taylor Hawkins, o show foi menos um espetáculo e mais uma afirmação: algumas presenças resistem ao tempo simplesmente por continuarem aparecendo.

Na noite de sexta-feira, 4 de setembro, o Foo Fighters encerrou a primeira jornada do Rock in Rio 2026 diante de quase cem mil pessoas. Foi um show seguro — previsível até, fruto de seis visitas anteriores ao Brasil. Dave Grohl, aos 57 anos, provou que sua voz segue firme, passando a noite inteira mascando chiclete, uma escolha que seu otorrino provavelmente não aprovaria.

O repertório trouxe mudanças em relação ao The Town de 2023. Duas baladas ganharam espaço: 'Wheels', tocada no violão, e 'Marigold', canção com história profunda. Ao apresentá-la, Grohl contou que a compôs tocando baixinho para não acordar Kurt Cobain. 'A primeira vez que vim ao Brasil foi em 1993. Esta música é mais velha que isso. Ela é para os fãs hardcore do Nirvana', disse. É a única canção lançada pelas duas bandas de Grohl — um detalhe que talvez merecesse mais celebração da plateia.

A maior novidade foi a mudança de baterista: Ilan Rubin assumiu a posição em 2025, após a saída de Josh Freese. Como no The Town, 'Aurora' foi dedicada a Taylor Hawkins, que tocou no Foo Fighters de 1997 até sua morte em 2022. Pat Smear, guitarrista que acompanha Grohl desde os anos 1990, permanece ao lado dos outros músicos.

Nem todas as escolhas funcionaram igualmente bem. 'Stacked Actors' foi recebida com desdém, enquanto 'Window', única música do álbum mais recente, teve sorte semelhante. O maior improviso foi 'Exhausted', do álbum de estreia, pedida por um fã e tocada pela primeira vez no Brasil. A estrutura geral permaneceu intacta — 'Everlong' no final, 'All My Life' no começo.

A trajetória da banda no Brasil é longa. Em 2001, no primeiro Rock in Rio, eles tocaram antes do R.E.M. em apenas 58 minutos — era o aniversário de 32 anos de Grohl, que ganhou um bolo e um abraço de Cássia Eller. Vinte e cinco anos depois, a espontaneidade daquele momento deu lugar a um rock de arena cada vez mais bem calibrado. O Foo Fighters retorna ao Brasil em 2027, com shows em Belo Horizonte e São Paulo.

Na noite de sexta-feira, 4 de setembro, o Foo Fighters fechou a primeira jornada do Rock in Rio 2026 diante de quase cem mil pessoas no Palco Mundo. Foi um show seguro, previsível até, fruto de seis visitas anteriores à banda ao Brasil. Dave Grohl, aos 57 anos, provou que sua voz segue firme — algo que nem sempre é garantido, dado que ele já enfrentou problemas médicos que deixaram marcas em sua capacidade vocal. O vocalista passou o show inteiro mascando chiclete, uma escolha que seu otorrino provavelmente não aprovaria.

O repertório trouxe mudanças em relação à última apresentação da banda no The Town, em 2023. Duas baladas ganharam espaço: "Wheels", lançada em 2009 e tocada no violão, e "Marigold", uma canção com história profunda. "Marigold" apareceu pela primeira vez em "Pocketwatch", um disco que Grohl lançou em 1992 com seu projeto Late!. O Nirvana, sua banda anterior, gravou uma versão em 1993 como lado B do single "Heart-Shaped Box". Depois, uma gravação ao vivo saiu no álbum "Skin and Bones" em 2006. É a única canção lançada pelas duas bandas de Grohl — um detalhe que talvez merecesse mais celebração dos fãs. Ao apresentá-la, Grohl contou que a compôs tocando baixinho para não acordar Kurt Cobain, seu colega no Nirvana que morreria um ano depois. "A primeira vez que vim ao Brasil foi em 1993. Esta música é mais velha que isso. Ela é para os fãs hardcore do Nirvana", disse.

A maior novidade foi a mudança de baterista. Ilan Rubin assumiu a posição em 2025, após a saída de Josh Freese, que havia ocupado o lugar deixado por Taylor Hawkins no festival paulistano. Como no The Town, "Aurora", do álbum "There Is Nothing Left to Lose" de 1999, foi dedicada a Hawkins, que tocou no Foo Fighters de 1997 até sua morte em 2022. A balada era sua música favorita. Pat Smear, guitarrista que toca com Grohl desde os anos 1990 e segue como seu "quase irmão", permanece no palco ao lado dos outros três músicos.

Grohl mantém seu hábito de questionar a plateia durante o show. "Vocês estão prontos?", "Vocês conhecem essa música?" e "Vocês sabem gritar?" foram algumas de suas perguntas. Não há líder de banda com mais dúvidas que David Eric Grohl. A estrutura geral do show permanece intacta — "Everlong" no final, "All My Life" no começo. O maior improviso foi a inclusão de "Exhausted", do álbum de estreia de 1995, pedida por um fã e tocada pela primeira vez no Brasil.

Nem todas as escolhas funcionaram igualmente bem. "Stacked Actors", faixa menos conhecida de "There Is Nothing Left to Lose", foi recebida com desdém pela plateia. "Wheels" funcionou melhor, embora tenha servido como trilha sonora para idas ao banheiro. "Window", única música escolhida do álbum "Your Favorite Toy" lançado em abril passado, teve sorte semelhante. Antes de "These Days", Grohl explicou a dinâmica: "Não vamos parar entre as músicas porque hoje só temos duas horas de show. Cante as músicas e se não souber a letra é só imitar o cara mais velho do seu lado". Para ele, "These Days" é "uma das antigas" — lançada em 2011, o que pode ter deixado o público acima dos 40 anos um pouco confuso com a classificação.

A trajetória do Foo Fighters no Brasil é longa. Em 2001, na primeira edição do Rock in Rio, eles foram coadjuvantes, tocando antes do R.E.M. O show durou 58 minutos e teve algum nervosismo. Era o aniversário de 32 anos de Grohl, e ele ganhou um beijo da então namorada, a baixista Melissa Auf der Maur, além de um abraço de Cássia Eller, que cantou antes. As duas subiram ao palco com um bolo. Vinte e cinco anos depois, a espontaneidade daquele momento inicial deu lugar a um rock de arena cada vez mais bem calibrado.

O Foo Fighters retorna ao Brasil em 2027. Tocarão no dia 18 de fevereiro na Arena MRV, em Belo Horizonte, e em 20 de fevereiro no MorumBIS, em São Paulo, consolidando sua presença nos principais palcos do país.

A primeira vez que vim ao Brasil foi em 1993. Esta música é mais velha que isso. Ela é para os fãs hardcore do Nirvana
— Dave Grohl, ao apresentar "Marigold"
Não vamos parar entre as músicas porque hoje só temos duas horas de show. Cante as músicas e se não souber a letra é só imitar o cara mais velho do seu lado
— Dave Grohl, antes de "These Days"
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