FMI fecha acordo com a Argentina e pode liberar mais US$ 900 milhões

O dinheiro ainda não está garantido: depende do conselho executivo do fundo.
O acordo com o FMI pode liberar US$ 900 milhões à Argentina, mas falta a aprovação do conselho.
Mark

Então o acordo foi fechado. O dinheiro já está na conta da Argentina?

Mimi

Ainda não. O que houve foi um acordo, e o repasse de cerca de US$ 900 milhões depende da aprovação do conselho executivo do FMI.

Mark

E por que essa parcela está sendo liberada agora?

Mimi

Faz parte da terceira revisão do programa de US$ 20 bilhões de 2025. Nessas revisões, o fundo confere se as metas combinadas foram cumpridas.

Luke

Vale separar o que é verificação do fundo do que é conclusão nossa. Que a inflação desacelera e que as reservas superaram a meta é a avaliação do próprio FMI, divulgada no comunicado.

Mark

Há números concretos sobre as reservas?

Mimi

Sim. As reservas líquidas ficaram cerca de US$ 4 bilhões acima da meta de fim de junho, e o Banco Central comprou quase US$ 16 bilhões neste ano, segundo o fundo.

Luke

Esses números vêm do FMI. O texto não traz uma checagem independente nem detalha o nível da inflação.

Mark

E o que isso muda para o governo de Milei?

Mimi

Reforça o estoque de dólares e dá mais espaço para flexibilizar as restrições ao uso da moeda americana.

Luke

Esse efeito é descrito como possibilidade. Não se sabe quando nem como as restrições seriam afrouxadas.

Mark

E depois da aprovação?

Mimi

O FMI diz que a Argentina deve continuar reforçando reservas e se preparar para voltar ao mercado internacional, além de buscar superávit primário de 1,4% do PIB em 2026.

  • O acordo com o FMI pode liberar cerca de US$ 900 milhões, mas nada está garantido até o conselho executivo do fundo dar sua palavra final.
  • As reservas internacionais superaram em cerca de US$ 4 bilhões a meta de junho, um alívio num cenário de pressão sobre o estoque de dólares.
  • O governo de Javier Milei ganha fôlego para afrouxar as restrições ao uso da moeda americana, uma mudança que mexe com a rotina de empresas e famílias.
  • Para cumprir as metas, o país precisa gerar superávit primário de 1,4% do PIB em 2026, arrecadando mais do que gasta antes dos juros da dívida.
  • A trajetória aponta para novas captações e um possível retorno ao mercado internacional, mas o desfecho depende da aprovação que ainda será votada.

Num movimento que recoloca a Argentina no centro das atenções econômicas da região, o Fundo Monetário Internacional e Buenos Aires alcançaram um entendimento que pode destravar cerca de US$ 900 milhões, enquanto o dinheiro aguarda ainda o aval do conselho executivo do próprio fundo. A decisão nasce da terceira revisão de um programa de US$ 20 bilhões firmado em 2025, momento em que a instituição confere se as metas combinadas foram cumpridas. Ao reconhecer a queda sustentada da inflação e o fortalecimento das reservas internacionais, o FMI sinaliza que o país caminha, ainda que com cautela, na direção de uma estabilidade que a Argentina busca há décadas.

Após meses de negociação, o Fundo Monetário Internacional e o governo argentino chegaram nesta terça-feira (27) a um acordo que pode liberar cerca de US$ 900 milhões, algo como R$ 4,8 bilhões. O dinheiro ainda não está garantido: depende da aprovação do conselho executivo do fundo.

A parcela faz parte do programa de US$ 20 bilhões fechado em 2025 e está ligada à terceira revisão, etapa em que o FMI confere se o país cumpriu as metas combinadas. Segundo a instituição, a economia avançou: a inflação segue desacelerando e as reservas internacionais ficaram cerca de US$ 4 bilhões acima da meta para o fim de junho. O Banco Central já comprou quase US$ 16 bilhões ao longo deste ano.

Na prática, o reforço no estoque de dólares ajuda a honrar compromissos externos e dá ao governo de Javier Milei mais margem para flexibilizar as restrições ao uso da moeda americana. Desde o início do programa, o fundo já desembolsou cerca de US$ 15,8 bilhões.

O ajuste também passa pelas contas públicas. O governo deverá buscar superávit primário de 1,4% do PIB em 2026, mantendo esforço semelhante em 2027. Para os próximos meses, a Argentina deve seguir reforçando suas reservas e se preparar para voltar ao mercado internacional. A palavra final, porém, é do conselho executivo do FMI.

O Fundo Monetário Internacional e o governo da Argentina chegaram, nesta terça-feira (27), a um acordo que pode liberar cerca de US$ 900 milhões ao país, o equivalente a R$ 4,8 bilhões. O dinheiro, porém, ainda não está garantido: o repasse depende da aprovação do conselho executivo do fundo.

O valor integra o programa de financiamento de US$ 20 bilhões fechado entre Buenos Aires e o FMI em 2025. Está ligado à terceira revisão do programa, etapa em que a instituição verifica se o país cumpriu as metas combinadas.

Segundo o FMI, a economia argentina avançou desde a análise anterior. O fundo destacou a continuidade da desaceleração da inflação e o aumento das reservas internacionais, que ficaram acima do previsto no programa. No comunicado divulgado hoje, a instituição afirmou que as reservas líquidas superaram em cerca de US$ 4 bilhões a meta para o fim de junho, e que o Banco Central já comprou quase US$ 16 bilhões ao longo deste ano.

Na prática, os recursos reforçam o estoque de dólares do país, importante para honrar compromissos no exterior. Esse colchão também dá mais fôlego ao governo de Javier Milei para flexibilizar as restrições ao uso da moeda americana.

Desde o início do programa, o FMI já desembolsou cerca de US$ 15,8 bilhões. Os repasses começaram em abril de 2025, com US$ 12 bilhões liberados na aprovação do programa. Em julho de 2025, vieram cerca de US$ 2 bilhões, após a primeira revisão. Em maio de 2026, após a segunda revisão, foi liberado cerca de US$ 1 bilhão, e o fundo informou então que o total acumulado chegava a US$ 15,8 bilhões. A nova parcela, de cerca de US$ 900 milhões, ainda está sujeita a aprovação.

O ajuste passa também pelas contas públicas. De acordo com o FMI, o governo argentino deverá buscar um superávit primário de 1,4% do PIB em 2026 e manter esforço semelhante em 2027. Isso significa arrecadar mais do que gasta, sem contar os juros da dívida.

Para os próximos meses, o fundo afirma que a Argentina deve seguir reforçando suas reservas e buscando fontes de financiamento. O FMI acrescentou que as autoridades se comprometeram a preparar o país para voltar ao mercado internacional. O próximo passo é a decisão do conselho executivo, que define se os US$ 900 milhões serão de fato liberados.

As reservas internacionais líquidas superaram em cerca de US$ 4 bilhões a meta para o fim de junho, e o Banco Central comprou quase US$ 16 bilhões até agora neste ano.
— FMI, em comunicado divulgado em 27 de outubro de 2026
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