No espaço onde a arte encontra a tecnologia, uma artista lança um álbum e outra ergue a voz — não apenas para questionar, mas para se oferecer como alternativa. Flora Matos, ao criticar o que chamou de produção inteiramente artificial no novo trabalho de Anitta, sem nomeá-la, misturou julgamento estético com proposta comercial, revelando uma tensão mais profunda sobre o que significa criar em tempos de inteligência artificial. O gesto, ao mesmo tempo crítico e oportunista, ecoa um debate que a indústria musical ainda não sabe como resolver.