No coração das instituições brasileiras, o Supremo Tribunal Federal atravessa um momento em que suas fraturas internas se tornam visíveis a todos. O pedido de vista do ministro Flávio Dino em um julgamento sobre Alexandre de Moraes não é apenas um ato processual — é o reflexo de uma corte que busca, sem encontrar, o consenso necessário para se governar. Em um ano eleitoral, essa paralisia deixa de ser assunto interno e passa a moldar o próprio debate democrático, lembrando que as instituições só sustentam a ordem quando conseguem sustentar a si mesmas.