Flávio Bolsonaro viaja a Washington sem agenda confirmada com Trump e sob questionamentos sobre o fundo Havengate

O resto saberão em breve
Paulo Figueiredo evitou confirmar encontro entre Flávio Bolsonaro e Trump em Washington.

Num fim de semana de maio de 2026, o senador Flávio Bolsonaro desembarcou em Washington sem que a Casa Branca ou sua própria equipe confirmassem qualquer encontro com Donald Trump. A viagem ganha peso porque cruza com perguntas ainda abertas sobre um fundo americano, o Havengate, que recebeu R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro e é administrado por um advogado ligado a Eduardo Bolsonaro. Como em tantos momentos da vida pública, o silêncio oficial deixa espaço para a especulação, e o que se dirá dependerá do que virá a público nos próximos dias.

O senador Flávio Bolsonaro desembarcou em Washington na segunda-feira, 25 de maio, e a pergunta que ninguém consegue responder com segurança é com quem ele vai se encontrar. Há especulação sobre um encontro com o presidente Donald Trump, mas nem a Casa Branca nem a equipe do parlamentar confirmaram essa agenda.

O lobista Paulo Figueiredo falou sobre o assunto em uma publicação no X. Disse que Flávio está em Washington para "uma série de reuniões de alto nível", mas não confirmou o encontro com Trump. Segundo ele, nada foi confirmado nem negado, e o que a imprensa publica é especulação. O restante, afirmou, será conhecido em breve.

No Senado, o silêncio é parecido. Flávio não registrou ofícios com os compromissos no exterior, como costuma fazer em viagens anteriores. Informou apenas que ficará fora do país entre 24 e 28 de maio, sem dizer quais reuniões terá nem qual é o objetivo da missão.

A viagem ocorre em meio a questionamentos sobre o Havengate Development Fund LP, fundo que recebeu R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro e é administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. As suspeitas apontam para um possível favorecimento de Eduardo nas transações milionárias entre Flávio e Vorcaro. Segundo o Intercept, Vorcaro enviou o dinheiro ao fundo depois de enfrentar dificuldades operacionais para fazer a remessa internacional.

A publicação de origem também sugere que a viagem poderia servir para "limpar rastros" de movimentações ligadas à produção do filme Dark Horse, mas trata-se de hipótese, não de fato comprovado.

Até sexta-feira, 28, quando termina o período de ausência comunicado ao Senado, o que importa observar é se surgirá confirmação oficial de algum encontro e se alguma explicação será dada sobre as movimentações do Havengate.

O senador Flávio Bolsonaro desembarcou em Washington na segunda-feira, 25 de maio, e a primeira pergunta que a viagem levanta é simples: com quem ele vai se encontrar? Circulam especulações sobre um encontro com o presidente americano, Donald Trump, mas nem a Casa Branca nem a equipe do parlamentar confirmaram essa agenda.

Quem falou sobre o assunto foi o lobista Paulo Figueiredo, em publicação no X. Ele disse que Flávio está na capital americana para "uma série de reuniões de alto nível", sem confirmar um encontro com Trump. Figueiredo afirmou que a campanha não confirmou nem negou a agenda, que a Casa Branca tampouco, e que o que a imprensa publica é mera especulação. Concluiu que o resto se saberia em breve.

A falta de detalhes aparece também no Senado. No sistema oficial da Casa, Flávio não registrou ofícios com os compromissos no exterior, como costuma ocorrer em viagens internacionais anteriores. Comunicou apenas que estará fora do país entre 24 e 28 de maio, sem informar reuniões nem o objetivo da missão.

A viagem acontece em meio a questionamentos sobre o fundo ligado à produção do filme Dark Horse, registrado no Texas e sem funcionários ativos no estado. O texto-fonte sugere que Flávio poderia tentar "limpar rastros" de movimentações financeiras associadas à empresa. Trata-se de uma hipótese levantada pela publicação, não de um fato comprovado.

O fundo que levantou suspeitas é o Havengate Development Fund LP. Ele recebeu R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro e é administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. As suspeitas dizem respeito a um possível favorecimento de Eduardo nas transações milionárias entre Flávio e Vorcaro.

Segundo o Intercept, Vorcaro optou por enviar dinheiro à família Bolsonaro no exterior, por meio da Entre Investimentos, ao fundo Havengate depois de enfrentar dificuldades operacionais para a remessa internacional dos recursos.

Enquanto isso, o secretário de Estado, Marco Rubio, descrito pela fonte como principal aliado do grupo, cumpre agenda oficial na Índia. Ele busca fortalecer relações comerciais e ampliar exportações de energia americana em meio à crise global do petróleo. Começou a visita em Calcutá e seguirá para Nova Délhi, onde se reunirá com o primeiro-ministro Narendra Modi.

Até sexta-feira, 28, quando termina o período de ausência comunicado ao Senado, convém observar se haverá confirmação oficial de algum encontro e se surgirá alguma explicação sobre as movimentações do Havengate.

Flávio Bolsonaro está em Washington para uma série de reuniões de alto nível; o resto saberão em breve.
— Paulo Figueiredo, lobista, no X
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