Nesta quarta-feira, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, relatou ter se encontrado em Washington com o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, no dia seguinte a ser recebido por Donald Trump na Casa Branca. Na sequência de três encontros, a política brasileira e a americana se aproximam por meio de temas como facções criminosas e liberdade de expressão, mas o registro ainda depende da palavra de quem o narra. Como em tantas aproximações entre aliados ideológicos, o peso dessas conversas dependerá menos da fotografia do que do que Washington decidir co
Flávio Bolsonaro se reúne com Vance e Rubio nos EUA, um dia após encontro com Trump
Em dois dias, Trump, Vance e Rubio: o roteiro de Flávio em Washington
Então, em dois dias, Flávio falou com Trump, Vance e Rubio?
É o que ele afirma. Trump na terça, na Casa Branca; Vance e Rubio na quarta. Ele divulgou uma foto com Rubio.
E o que estaria na pauta?
Facções criminosas, liberdade de expressão e a possibilidade de os EUA classificarem PCC e CV como organizações terroristas.
Aqui convém separar: quem diz que Rubio é favorável à medida é Flávio. Não há, no material, manifestação de Rubio ou do governo americano.
E a duração da conversa com Rubio?
Cerca de 30 minutos, segundo o g1.
Mesmo assim, é um dado atribuído. E a foto mostra Rubio, não Vance; o encontro com Vance não aparece detalhado.
E o assunto Jair Bolsonaro?
Segundo Flávio, foi a primeira pergunta de Trump, sobre as condições da prisão domiciliar do pai.
Também é relato do senador. Os documentos entregues a assessores, por sua vez, só aparecem como "segundo relatos", sem conteúdo conhecido.
O que observar?
Se Washington confirma as conversas e se há algum passo concreto sobre a designação.
O Pulso
- Flávio Bolsonaro afirma ter passado, em dois dias, por Trump, Vance e Rubio, numa sequência de encontros que acende o debate da pré-campanha.
- A possível designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas surge como o assunto mais sensível da conversa.
- Não há, até aqui, confirmação do governo americano; o relato vem sobretudo do próprio senador, que publicou foto com Rubio.
- O desfecho depende de Washington confirmar as conversas e avançar ou não na designação das facções.
Nesta quarta-feira, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, relatou ter se encontrado em Washington com o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, no dia seguinte a ser recebido por Donald Trump na Casa Branca. Na sequência de três encontros, a política brasileira e a americana se aproximam por meio de temas como facções criminosas e liberdade de expressão, mas o registro ainda depende da palavra de quem o narra. Como em tantas aproximações entre aliados ideológicos, o peso dessas conversas dependerá menos da fotografia do que do que Washington decidir confirmar.
Na quarta-feira (27), o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro afirmou ter se encontrado, nos Estados Unidos, com o vice-presidente JD Vance e com o secretário de Estado Marco Rubio. A informação partiu dele mesmo, que publicou nas redes sociais uma foto ao lado de Rubio. O compromisso aconteceu um dia depois de ser recebido por Donald Trump na Casa Branca.
Na postagem, Flávio disse buscar o fortalecimento das relações internacionais em defesa da liberdade e da democracia. Segundo ele, a conversa com Rubio tratou de facções criminosas brasileiras e de liberdade de expressão. Um dos pontos centrais foi a possibilidade de os EUA designarem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, medida que, segundo o senador, Rubio apoia. Essa versão ainda não tem confirmação do lado americano.
No encontro com Trump, o presidente teria perguntado primeiro sobre Jair Bolsonaro, que cumpre pena de prisão domiciliar, e quis saber das condições em que ele está. Flávio disse ter levado um abraço do pai. Ele afirmou que o convite partiu do próprio governo americano e que sua equipe entregou documentos a assessores da Casa Branca, sem detalhamento do conteúdo.
O que vem agora é verificar se Washington confirma as conversas e se avança na discussão sobre as facções. Por enquanto, os encontros pesam na pré-campanha sobretudo pelo que o próprio senador conta.
Na quarta-feira (27), o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro afirmou ter se encontrado, nos Estados Unidos, com o vice-presidente JD Vance e com o secretário de Estado Marco Rubio. A informação vem do próprio senador, que publicou nas redes sociais uma foto ao lado de Rubio.
O compromisso veio um dia depois de Flávio ser recebido pelo presidente Donald Trump na Casa Branca, na terça-feira (26). Em sequência, portanto, o pré-candidato passou por três dos principais nomes do governo americano.
Na postagem, Flávio disse buscar o fortalecimento de relações internacionais, "defendendo a liberdade, a democracia e os valores que unem milhões de brasileiros e americanos". Segundo ele, a conversa com Rubio tratou de facções criminosas brasileiras e de liberdade de expressão. De acordo com o g1, a reunião teria durado cerca de 30 minutos.
Um dos pontos centrais, conforme o senador, foi a possibilidade de os EUA designarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Flávio afirma que Rubio é favorável à medida. Trata-se de uma declaração do senador; a fonte não traz confirmação do lado americano.
O tema já havia aparecido na véspera. Em entrevista coletiva depois do encontro na Casa Branca, Flávio disse ter pedido a Trump que considere PCC e CV organizações terroristas, e classificou a questão como um "interesse compartilhado entre os dois países".
Ainda sobre a reunião com Trump, o senador contou que a primeira pergunta do presidente americano foi sobre Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Trump, segundo Flávio, quis saber das condições da prisão domiciliar do ex-presidente. O senador disse ainda ter transmitido a Trump um abraço do pai.
Flávio afirmou que o encontro com Trump ocorreu por convite do próprio governo dos Estados Unidos. Segundo relatos, a equipe do senador entregou documentos a assessores da Casa Branca; o conteúdo não foi detalhado.
O que vem agora é verificar se o governo americano confirma as conversas e se avança na discussão sobre a designação das facções. Os encontros podem ganhar peso na pré-campanha, mas até aqui o relato vem sobretudo do próprio senador.
Citações Notáveis
Interesse compartilhado entre os dois países, disse Flávio sobre a designação de PCC e CV como organizações terroristas.— Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência