Flávio Bolsonaro lidera votação no estrangeiro com 66,2% dos votos válidos, segundo boletins de urna

O resultado oficial só será conhecido após a apuração total
Os números do estrangeiro são parciais e podem mudar quando a Justiça Eleitoral concluir a contagem.
Mark

Porque é que o voto no estrangeiro merece tanta atenção, sendo uma fração do eleitorado?

Mimi

São 918 mil eleitores em 134 países, e os resultados chegam cedo, antes do total oficial. Dão uma primeira leitura, ainda que parcial.

Mark

Os 66,2% de Flávio refletem os 25 países listados?

Luke

Não é claro. A fonte fala de resultados já divulgados, sem dizer quantos votos somam. E o Japão tem 28.538 votos para Flávio, o que pesa muito num cálculo agregado.

Mimi

Isso explica em parte o contraste: Lula vence em mais países da lista, mas Flávio lidera no total.

Mark

Onde as margens são mais apertadas?

Mimi

Em Moçambique, na Malásia, na Tailândia e em Hong Kong, a diferença é de poucos votos. No Chipre, Lula ganha por 29 contra 25.

Luke

E em países pequenos, como a Indonésia, 23 contra 15 diz pouco sobre tendências mais amplas.

Mark

Estes números são definitivos?

Luke

Não. São somas feitas pela CNN Brasil a partir de boletins de urna. O resultado oficial é da Justiça Eleitoral e pode alterar o quadro parcial.

  • Flávio Bolsonaro surge à frente com 66,2% dos votos válidos no estrangeiro, contra 33,8% de Lula.
  • Os números nascem dos boletins de urna do TSE, somados à pressa ao longo de um domingo em que a votação se estende por 29 horas e atravessa fusos horários.
  • Lula ganha em treze países, incluindo China, Austrália e Jordânia, onde algumas vitórias chegam a margens de 80% e 90%.
  • O quadro ainda é provisório: só a apuração total da Justiça Eleitoral dirá se a vantagem se mantém.

Num domingo em que as urnas ainda estavam abertas em Lisboa, começaram a circular, vindos da diáspora, os primeiros números de uma disputa que se decide do outro lado do Atlântico. Os boletins de urna publicados pelo Tribunal Superior Eleitoral, somados pela CNN Brasil, apontam para Flávio Bolsonaro à frente no voto no estrangeiro, com 66,2% dos votos válidos contra 33,8% de Lula da Silva. São números parciais, como convém lembrar: a contagem completa, a cargo da Justiça Eleitoral, ainda pode mudar o retrato que hoje se desenha de milhares de brasileiros espalhados por 134 países.

Ainda o domingo não tinha terminado em Lisboa, onde as urnas fechariam às 17 horas, e já circulavam números da segunda volta das presidenciais brasileiras vindos de fora do país. Os boletins de urna divulgados até então mostravam o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente no voto no estrangeiro, com 66,2% dos votos válidos, contra 33,8% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os números foram reunidos pela CNN Brasil a partir dos boletins que o Tribunal Superior Eleitoral publica no seu site. Cada urna emite no fim da votação o total de votos por candidato, e somando essas folhas de uma região é possível antecipar o resultado antes da apuração oficial. O universo é vasto: 918 mil eleitores aptos, espalhados por 134 países. Por causa do fuso horário, a votação começou no sábado na Nova Zelândia e só terminou no domingo à noite no Canadá.

O mapa é desigual. Flávio lidera em doze países, com a maior vantagem no Japão, onde obtém 80,08%. Lula vence em treze, por vezes com margens largas, como na Síria e na Jordânia, e leva também a Austrália, a China e a Coreia do Sul. O resultado mais apertado é o do Chipre, onde Lula ganha por 29 votos contra 25.

O quadro, porém, é parcial. Só a contagem total da Justiça Eleitoral dirá se estas tendências se mantêm.

No domingo, enquanto em Lisboa as urnas se preparavam para fechar pelas 17 horas, já circulavam números da segunda volta das presidenciais brasileiras vindos de fora do país. Os boletins de urna divulgados até ao momento mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente no voto no estrangeiro, com 66,2% dos votos válidos, contra 33,8% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os números foram obtidos pela CNN Brasil, que somou os boletins de urna publicados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no seu site de resultados. O boletim de urna é o documento que cada urna eletrónica emite no fim da votação, com o total de votos de cada candidato naquela secção. Somando os boletins de todas as secções de um país, é possível conhecer o resultado antes do total oficial, que é apurado e divulgado pela Justiça Eleitoral. Os dados são libertados ao longo do dia, e o levantamento da CNN Brasil abrange 25 países.

O universo é vasto. Segundo o TSE, 918 mil brasileiros que vivem fora do país estão aptos a votar este ano, distribuídos por 186 cidades de 134 países. As diferenças de fuso horário fazem com que os primeiros votos sejam registados antes de abrirem as secções em território brasileiro. No Brasil, a votação começou às 8h de domingo. No estrangeiro decorre, em geral, das 8h às 17h locais, pelo que o processo eleitoral dura 29 horas: começa no sábado às 16h (horas do Brasil) na Nova Zelândia e termina no Canadá às 21h de domingo. Depois da Nova Zelândia, abriram as urnas na Austrália e em países da Ásia, na noite de sábado; na madrugada e manhã de domingo, votaram brasileiros na Europa, em África e nas Américas.

O mapa por países está longe de ser uniforme. Flávio Bolsonaro lidera em doze dos países listados. A maior vantagem está no Japão, com 80,08%: 28.538 votos contra 7.098 de Lula. Seguem-se a Indonésia (60,53%, 23 votos contra 15), as Filipinas (59,09%, 39 contra 27), Taiwan (58,04%, 130 contra 94) e a África do Sul (57,92%, 256 contra 186). Nos Emirados Árabes Unidos, Flávio tem 54,56% (772 votos contra 643), no Catar 55,08% (195 contra 159) e na Grécia 54,95% (311 contra 255). As margens são curtas em Moçambique (52%, 117 contra 108), na Malásia (51,76%, 44 contra 41), na Tailândia (51,72%, 60 contra 56) e em Hong Kong (51,15%, 133 contra 127).

Lula, por sua vez, vence em treze dos países listados, alguns com margens muito largas. Na Síria obtém 90,60% (106 votos contra 11) e na Jordânia 90,51% (725 contra 76). Na Estónia chega aos 82,90% (160 contra 33), na Nova Zelândia aos 80,54% (418 contra 101) e no Egito aos 78,95% (60 contra 16). No Kuwait tem 78,48% (62 contra 17) e na China 73,67% (375 contra 134).

Há também vitórias de Lula em círculos com mais votantes: a Austrália (63,46%, com 6.017 votos contra 3.465), Singapura (63,77%, 213 contra 121), a Coreia do Sul (64,35%, 148 contra 82), o Quénia (64,44%, 29 contra 16) e a Arábia Saudita (61,25%, 49 contra 31). O resultado mais apertado a favor do presidente é o do Chipre: 53,70%, com 29 votos contra 25 de Flávio.

O quadro é parcial. O resultado oficial só será conhecido quando a Justiça Eleitoral concluir a apuração total, o que pode alterar os números agora divulgados.

Somando os boletins de todas as secções de um país, é possível conhecer o resultado antes do total oficial.
— CNN Portugal, a partir de dados do TSE
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