Flávio Bolsonaro declara que aceitará resultado eleitoral caso TSE atue com imparcialidade, diferentemente do que alega ter ocorrido em 2022. Candidato propõe quadruplicar pena mínima para furto de celular e receptação, chegando a 8 anos, com obrigatoriedade de trabalho penitenciário.
Flávio aceita resultado das urnas e propõe endurecimento de penas para crimes patrimoniais
Vai trabalhar para pagar a sua estadia
Por que Flávio insiste em questionar a imparcialidade do TSE em 2022 se agora diz que vai aceitar o resultado?
Porque para ele, aceitar o resultado depende de uma condição: que desta vez a corte atue diferente. É uma forma de dizer que confia no processo apenas se o resultado for legítimo segundo seus critérios.
A proposta de quadruplicar penas para roubo de celular — isso resolve o problema ou apenas pune mais?
Para Flávio, é ambas as coisas. A pena severa funciona como dissuasão, e o trabalho obrigatório transforma o preso em alguém que "paga" por estar lá. É uma visão que mistura retribuição com pragmatismo.
Como ele justifica comparar as medidas contra seu pai com o AI-5?
Na visão dele, proibir manifestações políticas é uma restrição de liberdade que só deveria existir em regimes de exceção. Para Flávio, as medidas cautelares contra Bolsonaro ultrapassam o que a Constituição permite.
Essa entrevista muda algo na campanha dele?
Ela tenta estabelecer dois pontos: que ele respeita as regras democráticas — desde que sejam imparciais — e que tem propostas concretas para segurança pública. É um esforço de parecer tanto institucional quanto combativo.
O Pulso
- Flávio Bolsonaro aceita resultado eleitoral se TSE for imparcial
- Propõe aumentar pena mínima para furto de celular de 2 para 8 anos
- Defende trabalho obrigatório em presídios
- Critica medidas cautelares contra Jair Bolsonaro como inconstitucionais
Flávio Bolsonaro declara que aceitará resultado eleitoral caso TSE atue com imparcialidade, diferentemente do que alega ter ocorrido em 2022. Candidato propõe quadruplicar pena mínima para furto de celular e receptação, chegando a 8 anos, com obrigatoriedade de trabalho penitenciário.
Candidato do PL à Presidência afirma que aceitará resultado das urnas em outubro, confiando em imparcialidade do TSE, e propõe aumentar punições para crimes patrimoniais e trabalho obrigatório em presídios.
Flávio Bolsonaro, o candidato do PL à presidência, declarou estar disposto a aceitar o resultado das eleições de outubro, desde que o Tribunal Superior Eleitoral atue com imparcialidade. A afirmação foi feita em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, exibida no domingo. Para Flávio, essa condição é fundamental: ele argumenta que a corte eleitoral não agiu de forma neutra em 2022, e espera que desta vez seja diferente. "Eu vou aceitar. Eu vou concorrer com essas regras e tenho certeza que o TSE, diferente de 2022, vai ser um TSE imparcial e que vai tomar todas as providências para que essa eleição ocorra com mais segurança e mais transparência", afirmou.
A declaração vem após semanas de tensão em torno da integridade do processo eleitoral brasileiro. No final de julho, Flávio havia emitido um comunicado negando ter questionado a segurança das urnas eletrônicas — um recuo que ocorreu depois que ele citou dados sobre o sistema de votação para embaixadores estrangeiros, informações que a própria Justiça Eleitoral já havia desmentido publicamente.
Além da questão eleitoral, Flávio apresentou propostas para segurança pública que refletem uma abordagem mais severa em relação aos crimes patrimoniais. Sua principal medida é quadruplicar a pena mínima para furto de celular e receptação, elevando-a de dois para oito anos de prisão. Segundo ele, essa punição mais rigorosa visa conter a onda de roubos de telefones nas cidades. "Eu vou quadruplicar a pena mínima para furto de celular ou receptação. Então, a pena mínima vai ser de 8 anos para vagabundo que rouba, que assalta por causa do celular."
A proposta inclui ainda uma dimensão de trabalho obrigatório dentro do sistema penitenciário. Flávio argumenta que presos devem trabalhar para custear sua própria manutenção nas prisões, transformando o tempo de encarceramento em um período produtivo. "E quando ficar preso, e vai ficar preso, vai trabalhar. Vai trabalhar para pagar a sua estadia", completou.
Em outro ponto da entrevista, Flávio abordou a situação de seu pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Ele classificou as medidas cautelares impostas ao ex-presidente como uma extrapolação dos limites constitucionais. Flávio comparou as restrições políticas aplicadas a Bolsonaro — incluindo a proibição de fazer manifestações públicas — com as restrições características de períodos de exceção, mencionando especificamente o Ato Institucional número 5, o AI-5, que marcou o auge da repressão durante a ditadura militar.
Citações Notáveis
Eu vou aceitar. Eu vou concorrer com essas regras e tenho certeza que o TSE, diferente de 2022, vai ser um TSE imparcial— Flávio Bolsonaro
Eu vou quadruplicar a pena mínima para furto de celular ou receptação. Então, a pena mínima vai ser de 8 anos— Flávio Bolsonaro