Na noite de terça-feira, o Flamengo deu um passo raro no futebol brasileiro: redefiniu, por vontade própria e com ampla maioria, as regras do próprio poder. Com 92% de aprovação entre seus conselheiros, o clube carioca substituiu a lógica das vice-presidências políticas por uma estrutura de gestão profissional, colocando o presidente Luiz Eduardo Baptista no centro de uma cadeia de comando mais clara e mais ágil. É a tentativa de um grande clube de escapar da fragmentação que historicamente transforma decisões simples em disputas de influência.