Numa sexta-feira de setembro, a agência Fitch elevou a notação de crédito de Portugal de A para A+, reconhecendo décadas de esforço orçamental condensadas numa trajetória de disciplina fiscal e crescimento sustentado. A decisão coloca Portugal ao lado de França e Bélgica, sinalizando que economias periféricas podem, com persistência, conquistar a confiança dos mercados globais. Num mundo marcado por incerteza geopolítica, a estabilidade das contas públicas portuguesas surge como uma âncora rara — e o seu reconhecimento internacional não é apenas técnico, mas profundamente simbólico.