Numa sexta-feira de setembro de 2026, a agência Fitch elevou o rating soberano de Portugal para A+ com perspetiva estável, coroando meses de sinais positivos com um reconhecimento formal. Mais do que uma classificação técnica, o upgrade traduz uma mudança de narrativa: um país que carregou durante anos o peso de uma dívida elevada demonstrou, de forma repetida e consistente, que é capaz de a reduzir. A disciplina orçamental deixou de ser promessa e tornou-se comportamento — e os mercados, como a história, tendem a recompensar quem age em vez de apenas declarar.