Em setembro de 2026, a Anvisa autorizou a Fiocruz a dar um passo que poucos países do Sul Global já deram: testar em seres humanos uma vacina de RNA mensageiro contra a covid-19 desenvolvida inteiramente em solo brasileiro. O feito, gestado no Biomanguinhos após anos de pesquisa pré-clínica, não é apenas um marco científico — é uma declaração de que o Brasil aspira a não depender de outros para proteger sua própria população. A soberania sanitária, tantas vezes invocada como ideal, começa a ganhar forma de seringa e protocolo clínico.