Fim da escala 6x1 pode ser aprovado neste semestre, projeta Boulos

Se dependesse deles, seria escala 7x0
Boulos reagiu à resistência esperada de grandes empresários ao fim da escala 6x1.
Mark

Por que essa declaração de Boulos chama atenção?

Mimi

Porque ele põe um prazo: aprovar e promulgar a PEC ainda neste primeiro semestre. A proposta existe desde fevereiro do ano passado e tem 226 assinaturas de deputados.

Mark

E quem escreveu a proposta?

Mimi

A deputada Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, partido de Boulos. Ela é a primeira signatária da PEC nº 8/2025.

Luke

Vale separar as coisas. O prazo é uma projeção do ministro, não um calendário da Câmara. A matéria diz que a votação não tem data definida.

Mark

Então o que existe de concreto até agora?

Mimi

Uma reunião já realizada com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e a promessa de novas conversas nas próximas semanas. E o caso dos terceirizados do Planalto, que passaram à escala de no máximo 5x2.

Luke

Esse exemplo é declarado pelo ministro. O texto fala em centenas de trabalhadores, sem número exato e sem documento citado.

Mark

E a resistência dos empresários?

Mimi

Boulos disse que já a esperava e usou uma comparação forte, citando a Lei Áurea. É a avaliação dele sobre os empresários.

Luke

Também não sabemos se a Câmara tem os votos necessários. As 226 assinaturas indicam apoio ao protocolo da proposta, não a votos em plenário.

  • Uma projeção ambiciosa: o governo quer ver a PEC nº 8/2025 votada, aprovada e promulgada ainda no primeiro semestre.
  • A pressão de grandes empresários, que devem resistir à mudança, já se faz sentir no debate público.
  • O apoio de 226 deputados, liderado pela deputada Erika Hilton, sustenta a proposta, mas o cronograma de votação não foi definido.
  • O próximo passo decisivo é a conversa com o presidente da Câmara, Hugo Motta, nas próximas semanas, a quem cabe pautar a matéria.

Há uma antiga aspiração humana de separar o tempo do trabalho do tempo da vida, e neste começo de 2026 ela ganhou um novo capítulo no Brasil. No Rio de Janeiro, o ministro Guilherme Boulos projetou que o fim da escala 6x1 seja aprovado ainda neste semestre, sustentado por uma proposta de emenda constitucional já assinada por 226 deputados. A promessa, porém, ainda depende de um caminho político longo, cujo calendário permanece em aberto.

No Rio de Janeiro, durante uma agenda voltada à criação de um grupo de trabalho para o Complexo da Maré, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, falou sobre a jornada de trabalho. Ele espera que o fim da escala 6x1 seja pautado, aprovado e promulgado ainda neste primeiro semestre, com a expectativa de que o presidente Lula possa promulgar a mudança.

O caminho passa pelo Congresso, onde tramita a Proposta de Emenda Constitucional nº 8/2025, apresentada à Câmara no ano passado e assinada por 226 deputados. A autora é a deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Boulos já se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e pretende retomar a conversa nas próximas semanas.

Ao comentar a previsível resistência de grandes empresários, Boulos questionou quando eles teriam defendido direitos trabalhistas. Também lembrou que, no fim de 2025, o Palácio do Planalto encerrou a escala 6x1 para centenas de terceirizados, que agora trabalham no máximo em 5x2. Ainda assim, a data de votação segue indefinida, e o prazo do semestre é, por ora, apenas uma expectativa.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, disse esperar que o fim da escala 6x1 seja pautado, aprovado e promulgado ainda neste primeiro semestre. A projeção foi feita no Rio de Janeiro, em entrevista coletiva concedida depois de um ato na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O ato na Fiocruz tinha outro objetivo: a criação de um Grupo de Trabalho Técnico da Maré, que deverá formular políticas para o Complexo da Maré, na zona norte da cidade. Foi à margem dessa agenda que o ministro tratou da jornada de trabalho. Segundo ele, o governo federal está empenhado em reduzir a carga semanal e ampliar o tempo livre dos trabalhadores.

Boulos afirmou que a expectativa é que o presidente Lula possa promulgar a mudança, para que os trabalhadores brasileiros tenham, nas palavras dele, paz, descanso e tempo com a família, para lazer e para cuidado. "Nós vamos acabar com a escala 6x1 no Brasil", declarou, chamando a medida de uma necessidade do trabalhador brasileiro.

O caminho passa pelo Congresso. O fim da escala está previsto na Proposta de Emenda Constitucional nº 8/2025, apresentada à Câmara dos Deputados em fevereiro do ano passado. O texto reúne 226 assinaturas de deputados. A autora e primeira signatária é a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), do mesmo partido de Boulos.

O ministro disse trabalhar pela mudança em conjunto com o Ministério do Trabalho. Já se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e afirmou que manterá conversas com ele "nas próximas semanas" sobre o tema. Não foi apresentado um calendário de votação.

Perguntado por jornalistas sobre a resistência de grandes empresários, Boulos disse que a posição deles não é surpresa. "Quando foi que grande empresário foi a favor de direito do trabalhador?", questionou, e afirmou que, se dependesse deles, a escala seria 7x0 e, para muitos, a Lei Áurea nem teria sido promulgada.

O ministro citou ainda um exemplo dentro do próprio governo. No fim do ano passado, o Palácio do Planalto encerrou a escala 6x1 para trabalhadores terceirizados da Presidência, como os que atuam na copa e na limpeza. Segundo Boulos, são centenas de pessoas, e a assinatura ocorreu em dezembro. Todos, afirmou, estão agora no máximo na escala 5x2.

O próximo passo é a conversa com Hugo Motta, a quem cabe decidir a pauta da Câmara. Até lá, a data de votação da PEC segue em aberto, e o prazo do primeiro semestre é, por ora, uma expectativa do ministro.

Nós vamos acabar com a escala 6x1 no Brasil. Essa é uma necessidade do trabalhador brasileiro.
— Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência
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