Há quem herde dos pais não apenas o nome ou os traços do rosto, mas também uma proteção silenciosa contra o desgaste do tempo. Um estudo americano com mais de quatro mil participantes revela que os filhos de centenários vivem, em média, mais três anos e adoecem mais tarde — com 42% menos risco de morte prematura e 33% menos risco cardiovascular — mesmo quando se eliminam da equação os hábitos e as circunstâncias de vida. A ciência ainda não sabe ao certo o que transmite esta vantagem, mas começa a suspeitar que a resposta está inscrita, em parte, no próprio código que nos constitui.