Quando um filho tentou transformar a conta Steam do pai falecido em um memorial digital, deparou-se com uma verdade silenciosa da era conectada: as plataformas que habitamos em vida não nos pertencem além dela. A Valve, como tantas empresas de tecnologia, trata as contas como entidades pessoais e intransferíveis, deixando os que ficam sem ferramentas legítimas para preservar o que foi construído. Este caso individual ecoa uma lacuna coletiva — a ausência de um direito claro à herança digital — que se tornará cada vez mais urgente conforme gerações inteiras deixem para trás vidas vividas em ser