Quando a tecnologia permite ressuscitar os mortos para fazê-los falar o que nunca disseram, a fronteira entre memória e manipulação se dissolve. Zelda Williams, filha de Robin Williams — falecido em 2014 — voltou a pedir publicamente que parem de criar deepfakes com a imagem de seu pai, depois que um vídeo gerado por IA o mostrava endossando teorias conspiratórias e acumulou milhares de compartilhamentos no X. O episódio expõe uma lacuna legal e ética crescente: a ausência de proteções claras para a dignidade dos mortos numa era em que qualquer rosto pode ser animado por um algoritmo.
Filha de Robin Williams pede fim de vídeos deepfake do ator: "Deixem ele descansar"
Violação da dignidade e memória de pessoa falecida através de manipulação de sua imagem para disseminar desinformação.