Mariana Maffeis, filha de Ana Maria Braga, carrega consigo uma percepção que muitos filhos de figuras públicas conhecem bem: a de que o espaço que um dia foi familiar pode, com o tempo, tornar-se território regulado. Aos 40 anos, professora de ioga radicada no interior de São Paulo, ela descreveu à revista IstoÉ como as portas da TV Globo — antes abertas com naturalidade — parecem ter se fechado de forma silenciosa e não declarada para seus familiares. Sem acusações diretas, mas com a lucidez de quem observa as engrenagens de uma grande instituição, Mariana situa sua experiência entre o confli
Filha de Ana Maria Braga acusa Globo de 'boicote' aos familiares da apresentadora
ficou uma coisa oculta, e isso é diferente de ser apenas profissional
Quando você diz que a Globo ficou "super fechada", está falando de uma mudança que aconteceu de repente ou foi gradual?
Acho que foi gradual, mas em um ponto virou muito claro. Você não percebe no dia a dia, mas quando tenta fazer algo que fazia naturalmente antes e não consegue mais, aí bate.
E você acha que é realmente boicote, ou é só que a empresa ficou mais profissional, mais estruturada?
Essa é a questão que me consome. Eu entendo a lógica empresarial. Mas há uma diferença entre ser profissional e ser opaco. Quando as coisas ficam ocultas, quando não há clareza, aí sim parece boicote.
Sua mãe sabe que você sente isso?
Minha mãe e eu temos uma relação boa, mas nem sempre falamos sobre tudo. Ela está dentro do sistema, eu estou fora. É difícil ela enxergar o que eu enxergo de fora.
O parto natural é realmente um ponto de tensão entre vocês?
É mais do que tensão. É uma diferença de visão de mundo. Minha mãe vem de uma geração que vê certas coisas como tabu. Mas quando ela viu meu parto, algo mudou. Ela estava lá.
E seus filhos, como lidam com essa distância da avó?
Eles não entendem muito bem. Para eles, a avó é a avó. Eles não veem as barreiras que eu vejo. E talvez seja melhor assim.
Der Puls
- O que antes era espontâneo — aparições, mensagens de datas comemorativas, circulação nos estúdios — tornou-se burocrático, exigindo autorizações que antes nunca foram necessárias.
- Mariana suspeita que suas próprias atividades como professora de ioga possam gerar conflitos com patrocinadores da emissora, mas o que a incomoda é o silêncio: nada é dito abertamente, tudo permanece velado.
- A relação com a mãe guarda suas próprias tensões — Ana Maria teria conversado mais sobre parto natural com Gisele Bündchen do que com a própria filha, uma mágoa discreta que Mariana não esconde completamente.
- Um ponto de virada surgiu quando Ana Maria acompanhou o nascimento de Varuna, neto seu, de parto natural — um momento que parece ter aproximado as duas apesar das divergências.
- Mariana não fala com raiva da Globo nem da mãe, mas com resignação: a de quem entende que certas máquinas são grandes demais para serem movidas por uma percepção individual, por mais real que ela seja.
Mariana Maffeis, filha de Ana Maria Braga, carrega consigo uma percepção que muitos filhos de figuras públicas conhecem bem: a de que o espaço que um dia foi familiar pode, com o tempo, tornar-se território regulado. Aos 40 anos, professora de ioga radicada no interior de São Paulo, ela descreveu à revista IstoÉ como as portas da TV Globo — antes abertas com naturalidade — parecem ter se fechado de forma silenciosa e não declarada para seus familiares. Sem acusações diretas, mas com a lucidez de quem observa as engrenagens de uma grande instituição, Mariana situa sua experiência entre o conflito de interesses e o peso invisível das decisões corporativas.
Mariana Maffeis, professora de ioga de 40 anos e filha de Ana Maria Braga, concedeu entrevista à revista IstoÉ na qual descreveu uma sensação persistente: a de estar sendo boicotada pela TV Globo. Não como uma acusação direta, mas como uma percepção acumulada — a de que o que antes era natural agora virou protocolo.
Segundo ela, familiares da apresentadora circulavam livremente pelos estúdios e apareciam com frequência em datas especiais. Hoje, há barreiras. Crianças precisam de autorização. O espontâneo tornou-se burocrático. Mariana reconhece que sua trajetória como professora de ioga pode gerar conflitos de interesse com patrocinadores da emissora, mas o que a incomoda é a ausência de transparência — decisões que não são ditas, apenas sentidas.
Longe dos holofotes, ela vive em Botucatu com o marido e quatro filhos, todos nascidos de parto natural — uma escolha central em sua identidade e um ponto de divergência com a mãe. Mariana mencionou, com certa mágoa velada, que Ana Maria conversou mais sobre o tema com a modelo Gisele Bündchen do que com ela própria.
Ainda assim, há reconciliação nessa história. Ana Maria acompanhou do início ao fim o nascimento de Varuna, neto seu, de parto natural — um momento que parece ter ressignificado algo entre as duas. Mariana insiste que a relação com a mãe é boa, que divergências são normais, e que quando fala sobre o boicote, não fala com raiva, mas com a resignação de quem compreende os limites do que uma só pessoa pode mover.
Mariana Maffeis, professora de ioga de 40 anos e filha de Ana Maria Braga, abriu-se em entrevista à revista IstoÉ para falar sobre uma sensação que a acompanha há tempos: a de estar sendo boicotada pela TV Globo. Não se trata de uma acusação direta e simples. É mais nuançada que isso — uma percepção de que as portas que antes estavam abertas agora se fecharam, que o que era natural virou protocolo.
Antes, segundo Mariana, ela e seus familiares podiam circular livremente pelos estúdios da emissora. Aparições eram frequentes, mensagens de Natal, Ano Novo, aniversários — tudo flui naturalmente quando você é família de uma figura central da programação. Mas algo mudou. Agora há barreiras. Crianças precisam de autorização. Pessoas não podem simplesmente aparecer. O que era espontâneo tornou-se burocrático, e essa transformação deixou marcas.
Mariana não atribui tudo a má vontade. Ela entende que há lógica por trás das restrições. A Globo é uma empresa grande, fechada em seus processos, e ela mesma reconhece que sua própria trajetória — como professora de ioga, com posições e atividades próprias — pode gerar conflitos de interesse com os patrocinadores da emissora e com a programação de sua mãe. Mas ainda assim, há algo que a incomoda: a sensação de que isso tudo ficou oculto, que as decisões não são explícitas, que há uma espécie de invisibilidade imposta.
A vida de Mariana transcorre longe dos holofotes. Ela mora em Botucatu, no interior de São Paulo, com o marido e quatro filhos: Joana, de 13 anos, Maria, de 9, Varuna, de 2, e Hima, de apenas 5 meses. Todos nasceram de parto natural — uma escolha que marca profundamente sua identidade e sua visão de maternidade. É também um ponto de divergência com Ana Maria. A apresentadora, segundo a filha, ainda vê o parto natural com ressalvas, talvez porque esteja desatualizada sobre o tema. Mariana chegou a mencionar que sua mãe conversou mais sobre o assunto com a modelo Gisele Bündchen do que com ela própria — uma observação que carrega certa mágoa, ainda que velada.
Mas há também reconciliação nessa história. Mariana estava presente no parto de Varuna, e Ana Maria o presenciou do começo ao fim. Esse momento, aparentemente, ressignificou algo entre elas. A filha insiste que a relação com a mãe é boa, que as divergências são normais, que toda mãe e filha precisam de espaço uma da outra de vez em quando. Ela é grata à mãe, diz. E quando fala sobre o boicote, não fala com raiva — fala com uma espécie de resignação, como quem entende as engrenagens de uma máquina grande demais para ser movida por uma pessoa só.
O que fica em aberto é se essa percepção de Mariana reflete uma política real da Globo ou se é uma interpretação pessoal de mudanças naturais que ocorrem quando alguém cresce, quando a vida se reorganiza, quando as prioridades mudam. O que é certo é que ela sente a diferença, e essa sensação é real para ela — tão real quanto o silêncio que agora envolve as aparições que antes eram rotina.
Bemerkenswerte Zitate
A gente podia ir direto lá, as pessoas não podem mais aparecer, as crianças não podem, tem que ter um monte de autorização. Antes era normal, a gente aparecia, fazíamos sempre declarações no Natal, no Ano Novo, aniversários, e, de repente, ficou uma coisa oculta— Mariana Maffeis, em entrevista à revista IstoÉ
Eu entendo isso, e a minha relação com a minha mãe está muito acima disso— Mariana Maffeis, sobre o possível conflito de interesses