Há dores que o corpo carrega em silêncio por meses, sem que nenhum exame consiga nomeá-las com precisão — e a fibromialgia é uma dessas condições que desafia a medicina a ouvir mais do que medir. Sem marcadores laboratoriais ou imagens diagnósticas definitivas, a síndrome só se revela através do olhar clínico atento: o histórico do paciente, a distribuição da dor, os padrões de sono e os lapsos de memória compõem juntos um retrato que nenhuma máquina ainda sabe ler sozinha. A reumatologista Rebecca Maria Eulálio, em entrevista à Campina FM, lembrou que reconhecer a fibromialgia é também reconh