Quando instituições financeiras falham, é a confiança coletiva que precisa ser restaurada — e o Fundo Garantidor de Crédito existe precisamente para isso. Após desembolsar R$ 51,2 bilhões a 2,5 milhões de brasileiros cujos bancos deixaram de existir em 2026, o FGC encerrou junho com R$ 115,9 bilhões em liquidez, recuperado por uma contribuição antecipada de R$ 32 bilhões do setor bancário. A recuperação é real, mas condicional: com cobertura de 2,02% dos depósitos elegíveis — ainda abaixo da meta de 2,5% —, o sistema se recompôs sem, contudo, ter se blindado contra a próxima tempestade.
FGC fecha junho com R$ 116 bi em caixa após reforço de R$ 32 bi pós-Master
2,5 milhões de clientes de bancos em liquidação tiveram seus depósitos afetados, recebendo R$ 51,2 bilhões em reembolsos do FGC até setembro.